
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Utopia

quarta-feira, 22 de junho de 2011
Exagerando e mentindo * P arte I I* Autor: Damião Metamorfose.
Que não vai falta zoeira.
Bom humor para quem gosta
De uma boa brincadeira.
Exagerando e mentido,
De forma bem verdadeira.
*
Eu sou o pior crueira
Que existe no Nordeste.
É por minha causa que
Existe o ditado: oh! Peste.
Se alguém aqui duvidar
Se habilite e faça o teste.
*
Fui embora pro Sudeste,
Pra evitar desmantelo.
Fiz mais filhos que: Caetano,
Gil e Pepeu e Consuelo.
Acabei mais enrolado
Do que linha no novelo!
*
Sou o maior pesadelo,
Dessa nova geração
De poetas cordelistas
Da cidade ou do Sertão.
Norte, Sul, Leste, Oeste
Sabem quem é Damião!
*
Domei cavalo do cão,
Fiz cigano trabalhar.
Fui feirante no Marrocos
E vendi sem pechinchar.
Só faço versos de graça,
Porque não quero cobrar!
*
Eu construí o meu lar
Com sacada e cobertura
Com a tesoura e um pente
E algum jogo de cintura.
Essa aqui não é mentira,
Eu moro nessa estrutura!
*
Nos tempos da ditadura
Chamei Médici de macaco.
Ontem eu convenci Obama
Mandar Osama pro saco.
Com dezesseis anos eu
Trabalhei como cassaco...
*
Eu não aceito pitaco
fofoca ou disse-me-disse.
Pois fiz o Nordeste inteiro
Falar o oxente e visse.
-Nasci velho e fiquei novo
Sem viver a meninice...
*
Até chegar a velhice
Vou fazer votos de fé.
Pra dá uma volta ao mundo
Indo e voltando e a pé.
Ou montado em um jumento
Andando de marcha ré.
*
Esse tal de rei Pelé,
Que dizem que tem talento.
Fui eu quem o ensinei,
A ser mais veloz que o vento.
E o que Ele fez com a bola,
Eu ensinei cem por cento.
*
As cores do firmamento,
Eu pintei pinta por pinta.
Em um estalo de dedos,
Sem usar pincel nem tinta.
Tudo o que disse é verdade...
Não tem morto que desminta!
*
Firula, catimba e finta
Fui eu que inventei tudo.
Biquíni e fio dental,
Topless e corpo desnudo...
Os outros ganharam a fama
E esconderam o cabeludo.
*
Não preciso de estudo,
Canudo nem formaturas.
Minha historia está ai
Rimada e em partituras.
E todo mundo já sabe
Que eu que fiz as escrituras!
*
Água mole e pedras duras,
Vai o homem e fica o mito.
Esses ditados são meus,
Na arte eu sou infinito...
Poesias de A a Z,
Do clássico ao erudito.
*
Ensinei um periquito
Rezar a missa em latim.
Envernizei as baratas
E pintei o mucuim.
Da Vince ficou famoso
Mas deve honras a mim.
*
A traição de Caim,
A inocência de Abel.
A ida do homem a lua,
As formulas doce do mel.
Todas as coisas do mundo...
Eu registrei em Cordel!
*
Eu já nasci menestrel,
No Nordeste brasileiro.
Quando esta arte chegou
Em um navio negreiro.
Fiz o primeiro folheto,
Portanto: eu sou o primeiro!
*
Os dias de Fevereiro
Que até hoje estão faltando.
Foi por causa de uma vez
Que eu estava brigando.
Saíram do calendário
Para voltar não sei quando!
*
Deus quando estava criando,
Pediu minha opinião.
Botei radar em morcego
E as aves de arribação
Sou eu que aviso o tempo
Bom de voltar pro Sertão!
*
Moisés usou minha mão
Para abrir o mar vermelho.
Noé fabricou a arca,
Mas a eu pediu conselho.
Só não criei o Narciso,
Mas emprestei o espelho.
*
Ensinei Paulo Coelho
A ser um bom escritor.
Foi comigo que o Davi
Aprendeu a ser pastor.
Lecionei no mundo inteiro
A arte de cantador!
*
Ensinei ao beija-flor,
Ficar parado no ar.
Depois fiz o helicóptero,
Só para lhe imitar.
Santos Dumont ganhou fama,
Mas fui primeiro a voar.
*
Inventar e ensinar,
É comigo, viu bichinho.
Quer aprender a cantar
Em dupla, em trio ou sozinho?
Sabe o caminho mais perto?
Comigo é bem ligeirinho.
*
Ao político Garotinho,
Ensinei a fazer greve
De fome, mas avisei
Pra Ele pegar mais leve.
Pois na arte da mentira
Nem todo mundo se atreve!
*
Já fiz montanhas de neve
No Pólo Sul e garanto.
Se eu quiser também faço,
No Nordeste ou outro canto.
Sou Damião pecador,
Mas meu irmão é um santo!
*
Inglês grego e esperanto,
Espanhol e mandarim,
Italiano e tupi,
Braile, árabe e latim...
São dez das mais de mil línguas
Que eu ensino em tempo ruim!
*
Comigo é sempre assim,
Sou cheio de artimanha.
Pois fui eu quem expulsou
O Hitler da Alemanha.
Eu ando sem deixar pistas,
Numa teia de aranha!
*
Magreza, excesso de banha,
Escoliose em corcundo,
Seja excesso de trabalho
Ou só por ser vagabundo.
Com uma só garrafada,
Eu curo as dores do mundo!
*
Eu mergulhei lá no fundo
Do vulcão da caixa prego.
Também fiz o monte Fuji
E a torre Eiffel, com lego.
No tamanho original...
e mostrei tudo a um cego!
*
Essa cruz que eu carrego,
Pesa mais que a cruz de Cristo
Mas vou provar que o que eu digo,
É verdade, eu não desisto.
Também se eu não provar nada,
Ninguém tem nada com isto!
*
As coisas que eu não conquisto,
É porque não fui atrás.
O mundo inteiro faz guerras,
Mas eu conquistei a paz.
Se alguém quiser eu ensino
De graça, como se faz...
*
Se a sua carta é um az,
Eu tenho um baralho inteiro.
Meu dom foi dado por Deus
Não devo a catimbozeiro.
Por isso pra eu cantar,
Não precisa de dinheiro.
*
O meu verso é verdadeiro,
Métrica: sempre tinindo.
Rima: eu só faço perfeita,
Deixa: sem ser repetindo.
Oração: sempre antenada,
Exagerando ou mentindo?
*
D-eus está interagindo,
A-onde está minha mente.
M-eus versos são emprestados
I-nspiração certamente.
A-gora resta eu dizer:
O meu: Obrigado gente!
*
Fim.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
O nocaute do tempo... Mote * Autor: Damião Metamorfose.

*
Nós humanos nascemos indefesos,
Frágeis, desprotegidos, dependentes...
Sem cabelos, sem tato, voz e dentes,
Ao crescer, somos livres quase presos.
Sejam atléticos raquíticos ou obesos,
Com a idade a coluna sempre entorta.
E a matéria falida quase morta,
Perde dentes, cabelos, tato e voz.
O nocaute do tempo é tão feroz,
Que a estrutura da vida não suporta!
*
Sei que existe gente que não é gente
E por isso pisa no semelhante.
Atropela acelera a segue adiante,
Não diz oi, só buzina e vai em frente.
Para mim esse tipo de insolente,
É estrume que não aduba a horta.
Deus escreve o certo em linha torta
E vai voltar pra julgar esse algoz.
O nocaute do tempo é tão feroz,
Que a estrutura da vida não suporta!
sábado, 18 de junho de 2011
É ou não é do Sertão? * Autor: Damião Metamorfose.

*
Uma casa sem mobília
E com uma renca de filho.
Paiol de feijão ou milho,
Pro sustento da família.
Sem inimigo ou quizília,
Inveja ou ambição...
Come arroz com feijão,
Sem carne se for preciso.
Passa o ano quase liso,
É ou não é do Sertão?
*
Pescar com um landuá
Ou com isca de caçote.
Baladeira ou cravinote,
Serve pra caçar preá.
Casca ou folhas de juá,
Pra fazer a escovação.
Andar com um matolão,
Cheio de quinquilharia,
Dá ô de casa e bom dia!...
É ou não é do Sertão?
*
Uma enxada tupi
Quatro ou cinco polegadas.
No inicio são pesadas,
Isso eu digo por que vi.
Um chinelo vakiki,
Pra sair no domingão.
De pneu de caminhão,
No dia-a-dia nas roças.
Pele queimada e mãos grossas,
É ou não é do Sertão?
*
Cabeça de boi ou touro
Enfeitando uma estaca.
Uma cabra ou uma vaca
Magrinha, o osso e o couro.
Um papagaio ou um louro,
Para falar palavrão.
Velho e menino no oitão,
Mijando e coçando aquilo
E ninguém vai pro asilo,
É ou não é no Sertão?
*
Milho colhido do pé,
Cuscuz moído em moinho.
Ovo tirado do ninho
Da galinha garnisé.
No lugar de um filé,
Rabada gorda e pirão.
Arroz, farinha e feijão...
Servido em prato de barro.
Chamar tosse de pigarro,
É ou não é do Sertão?
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Pão e circo * Autor: Damião Metamorfose.

*
Imagine se um político
Por exemplo: o Presidente.
Processasse quem o chama
De burro ou incompetente.
A coisa ficava feia,
Pois não ia ter cadeia
Para prender tanta gente!
*
Acho pouco inteligente,
Proibir um cidadão.
De expressar o que pensa,
Quando o mesmo tem razão.
Se acabaram com a censura
E aboliram a ditadura
Por que a proibição?
*
Viver sem ter expressão,
Com dever e sem direito.
Ter que bater continência,
Pra Vereador, Prefeito...
Eu acho uma sacanagem,
Pois quem não zela a imagem,
Deve posar de perfeito?
*
Eu morro e não aceito,
O que eu vejo acontecer.
Os pobres votam num pobre
E se o lascado vencer.
Basta assumir a cadeira,
Que começa a roubalheira
E o abuso de poder!
*
Limam quem ousar dizer,
Que a saúde vai mal,
Que falta ônibus, escola,
Merenda, et cetera e tal...
E o “pão e circo” a folote,
Com direito a camarote,
Gasta a verba federal!
*
Antecipa o carnaval,
Faz uma emancipação...
Anuncio em tudo que é mídia
Para chamar atenção.
Benefícios de fachada...
Mas quem vê a coisa errada,
Sem voz, tem que dá razão?
*
Eu sou contra o “circo e pão”
O camarote, o comício,
As gincanas, as quadrilhas,
Os fogos de artifício...
Dinheiro mal aplicado,
Com tanto hospital fechado,
É ou não é desperdício?
*
Festa não trás beneficio,
Atrai muito, é ladrão...
E o comercio ambulante
Que vem de outra região.
Deixa o lixo e leva tudo,
O trocado e o graúdo,
É isso que é solução?
*
Não quero circo nem pão,
Eu quero é dignidade.
Com meu País, meu Estado
E com a minha cidade.
Que tem dinheiro pra festa
E a educação não presta,
Saúde é calamidade!
*
Desde a antiga idade,
Que esse regime cruel.
Põe o povão pra dançar
Tango sem ser de Gardel.
E essa política sacana
Enganou e ainda engana
De forma vil e infiel.
*
Espero que o meu Cordel,
Não venha a ser censurado.
Pois Ele é o meu porta voz,
Quando eu vejo algo errado.
Com Ele eu posso gritar
Pra o mundo inteiro escutar,
Sem sair do meu Estado!
*
A quem leu muito obrigado!
E se gostou passe a frente.
Vamos dar a volta ao mundo
Unidos nessa corrente.
Denuncie o podre hirco,
Política do pão e circo,
Só atrasa a nossa gente!
*
Fim.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Adoro-te
domingo, 12 de junho de 2011
Novo amor * Autor: Damião Metamorfose.

*
(Foto extraída do Google)
*
Quem pensar que aquela triste viúva
Vai chorar, até a próxima estação.
Saiba que, suas lagrimas são de chuva
Ou neblinas em época de verão.
*
Sete dias passaram e Ela não
Chora mais, seu ex: coração partido.
Preocupa-se mais com uma pensão
E o desejo de achar um outro marido.
*
Trinta dias é a missa, Ela vai triste,
Pra provar que a tristeza ainda existe,
Leva ao túmulo, umas flores, cruz e faixa,
*
Com os dizeres: “Te amo eternamente”.
Em seguida, Ela arruma um pretendente,
Novo amor, cama e dinheiro em caixa.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Propaganda enganosa * Autor: Damião Metamorfose.

*
(Foto extraída do Google)
*
Essa História é verdadeira,
Ouvi lá no meu salão.
Enquanto estava cortando
A juba de um cidadão.
Que morou lá em são Paulo
No bairro da Aclimação.
*
Garçom era a profissão,
Do cidadão que eu citei.
Só não digo o nome dele
Porque juro que não sei.
Mas o que Ele me contou
Prometo que contarei.
*
Eu quase que defequei
De tanto rir com o cara.
Quando contou o desfecho
Meu riso quase não para.
Com o que a televisão
Fez com aquele pau-de-arara.
*
Trabalhando em Jabaquara
Em um fino restaurante.
Quando Record foi gravar
Uma cena importante
E me convidou pra ser
O garçom e o figurante.
*
Aceitei e num instante,
Assinei o meu contrato.
Cachê: quinhentos reais,
O pagamento no ato.
Folgava o resto do dia,
Com quinhentão, de gaiato!
*
Comprei roupas e sapato,
Caprichei no visual.
Ensaiei mais que os atores,
De um papel principal.
Pensei: dessa vez eu entro
Pro cenário nacional!
*
Ou quem sabe mundial,
Talento eu tenho, isso é certo.
Vai que a minha estrela brilha
E a TV do seu Roberto
Descobre o dom que eu tenho...
Hoje eu vou ser descoberto.
*
Acho bom ficar por perto
Dos atores da novela.
Fazendo alguns contatos
E aparecendo na tela.
Assim vejo de que lado
A minha face é mais bela.
*
Um maquia, outro pincela...
É hora, vamos gravar!
Assim grita o diretor
Prontos, vamos começar?
Luzes, câmeras, ação...
Parou! Podem retornar!
*
Eu tinindo e sem errar,
Só os outros que erraram.
O diretor gritou bravo,
“O que vocês ensaiaram!”
Vamos outra vez, gravando!
Até que enfim, acertaram!
*
O meu cachê me pagaram
E entregaram-me um cartão.
Escrito a hora que eu ia
Sair na televisão.
Agradeceram e disseram:
Mandou bem na profissão.
*
Avisei pro meu irmão,
Que avisou para mainha,
Que avisou para papai,
Que avisou para vizinha.
Que em menos de uma hora
Avisou toda a terrinha.
*
Comprei cerveja em latinha,
Carne de gado e leitão...
Convidei o bairro inteiro
E aluguei um telão.
Pra ver o garçom famoso
Passar na televisão.
*
Ganhei apertos de mão
De quem eu nem conhecia.
Estourei o meu cartão
De credito na padaria.
Pra abastecer o freezer
De coisas que eu não podia.
*
Um dizia: hoje é seu dia,
Você vai ficar famoso.
Outro elogiava a carne,
“Oh churrasco saboroso!”
E eu ficando endividado,
Por dá uma de gostoso.
*
O meu pai ligou nervoso,
Meu filho vai ou não vai?
Tem certeza que você
No capitulo de hoje sai?
Respondi, é hoje sim,
Gravei dez cenas meu pai.
*
Minha mãe num ai, ai, ai,
Também diz que convidou
Toda a sua vizinhança
E um churrasco improvisou.
Pra ver o filho famoso
Que a televisão lançou.
*
Meu irmão também ligou
A cobrar e a ligação.
Foi em horário de pico,
De são Paulo pro Sertão.
De orelhão pra celular
Pra lascar mais seu irmão!
*
Um gritou lá no salão,
Corram que vai começar!
Comecei a suar frio,
A tremer e gaguejar.
Mas já estava gravado
E eu só tinha que esperar.
*
Todos procuram um lugar,
Perto do grande telão.
Escolhi o melhor anglo,
Pra ver minha aparição.
Mal sabia eu que ia
Ser uma decepção!
*
Mostraram só minha mão
Com uma água mineral.
Na hora eu não desmaiei,
Mas fiquei passando mal.
Pensando no que gastei,
Com comida e visual...
*
Levei uma vaia geral
E o nome de bobão.
Só se ouvia o quebra-quebra
De lata e copo no chão.
E eu sentindo as facadas
Das parcelas do cartão!
*
Toda aquela enganação
Também teve um lado bom.
Porque agora eu já sei
O meu verdadeiro dom.
Que é servir sem ser servido,
Trabalhando de garçom.
*
D-eixe-me ser feliz com
A fama que eu não tenho.
M-eu trabalho me completa,
Isso pede o meu empenho.
A propaganda enganosa
O-cultou meu desempenho!
*
Fim.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Perfil...

segunda-feira, 6 de junho de 2011
Quem quiser me matar... Autor: Damião Metamorfose.
(Foto extraída do Google)Passei uma meia hora
Sem tomar uma birita
E a saudade da mardita,
Cada segundo piora.
O jeito é eu ir agora,
Devorar logo uma breja.
Desde que gelada esteja
Bebo a marca que encontrar.
Pois quem quiser me matar,
Ponha veneno em cerveja!
*
Todo final de semana,
Eu vou beber no boteco.
Mais nunca encho o caneco,
Valorizo minha grana.
Também nunca fui em cana,
Nem me envolvo em peleja.
Não me entrego de bandeja,
Tenho filhos pra criar.
pois quem quiser me matar,
Ponha veneno em cerveja!
*
Eu bebo só por laser,
Quando tem um bom churrasco.
Ai eu bebo no frasco,
Se tiver pode trazer.
Vou até amanhecer,
Virando copo e bandeja.
Gritando louvado seja,
Só volto se me expulsar.
Pois quem quiser me matar,
Ponha veneno em cerveja!
*
Esse mote foi quando eu bebia... Graças a Deus eu deixei há mais de um ano.