quinta-feira, 23 de junho de 2011

Utopia

(Foto extraída do Google)
*
Às vezes fico triste, ou ate querendo ir,
Mesmo sabendo que o tempo passa veloz
Ou que velozes, por ele, passamos nós,
Deixando sempre a nostálgica
Sensação de não ter sido,
Não ter tido, não ter ido...
E em vida, morrido.
*
Às vezes fico querendo voar
Tendo os pés plantados,
Fico idealizando um futuro
Que já pertence ao passado...
Vivo me perdendo em irrealizações,
Cercada de esperas, que me trás
Um presente, carregado de quimeras.
*
Hoje, a estrada esta tão curta
Pra tão longa caminhada,
Arrependo-me de não ter ousado,
De não ter ao mundo me atirado,
Me arrependo de não ter me perdido
E me deslumbrado
*
Os meus dias estão
Tão inusitado, andando em
Avenidas traçadas, rumo ao sol,
Lamentando por tudo o que deveria ter andado,
Se não fosse o peso das asas quebradas,
Arrastadas por dias ausentes de arrebol
*
E os sentimentos mais profundos.
Vai se transformando em utopia,
Que se transforma em realidade.
E a harmonia que vem do meu interior
Vive num paradoxo constante.
E o frio me aquecendo.
E o vazio me completando.
*
E assim vou vivendo
Do avesso para o avesso
Numa incompleta solidão
Porque amar por amar
Não compartilha tempo
Nem espaço
Antes não amar
Pois o amar torto confunde
Os sentimentos.
*
Vitória Moura

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Exagerando e mentindo * P arte I I* Autor: Damião Metamorfose.


*
Neste Cordel eu garanto,

Que não vai falta zoeira.

Bom humor para quem gosta

De uma boa brincadeira.

Exagerando e mentido,

De forma bem verdadeira.

*

Eu sou o pior crueira
Que existe no Nordeste.
É por minha causa que
Existe o ditado: oh! Peste.
Se alguém aqui duvidar
Se habilite e faça o teste.

*

Fui embora pro Sudeste,

Pra evitar desmantelo.

Fiz mais filhos que: Caetano,

Gil e Pepeu e Consuelo.

Acabei mais enrolado

Do que linha no novelo!

*

Sou o maior pesadelo,
Dessa nova geração
De poetas cordelistas
Da cidade ou do Sertão.
Norte, Sul, Leste, Oeste
Sabem quem é Damião!

*

Domei cavalo do cão,
Fiz cigano trabalhar.
Fui feirante no Marrocos
E vendi sem pechinchar.
Só faço versos de graça,
Porque não quero cobrar!

*

Eu construí o meu lar
Com sacada e cobertura
Com a tesoura e um pente
E algum jogo de cintura.
Essa aqui não é mentira,
Eu moro nessa estrutura!

*

Nos tempos da ditadura
Chamei Médici de macaco.
Ontem eu convenci Obama
Mandar Osama pro saco.
Com dezesseis anos eu
Trabalhei como cassaco...

*

Eu não aceito pitaco
fofoca ou disse-me-disse.
Pois fiz o Nordeste inteiro
Falar o oxente e visse.
-Nasci velho e fiquei novo
Sem viver a meninice...

*

Até chegar a velhice
Vou fazer votos de fé.
Pra dá uma volta ao mundo
Indo e voltando e a pé.

Ou montado em um jumento

Andando de marcha ré.

*

Esse tal de rei Pelé,

Que dizem que tem talento.

Fui eu quem o ensinei,

A ser mais veloz que o vento.

E o que Ele fez com a bola,

Eu ensinei cem por cento.

*

As cores do firmamento,
Eu pintei pinta por pinta.
Em um estalo de dedos,
Sem usar pincel nem tinta.
Tudo o que disse é verdade...
Não tem morto que desminta!

*

Firula, catimba e finta

Fui eu que inventei tudo.

Biquíni e fio dental,

Topless e corpo desnudo...

Os outros ganharam a fama

E esconderam o cabeludo.

*

Não preciso de estudo,
Canudo nem formaturas.
Minha historia está ai
Rimada e em partituras.
E todo mundo já sabe
Que eu que fiz as escrituras!

*

Água mole e pedras duras,

Vai o homem e fica o mito.

Esses ditados são meus,

Na arte eu sou infinito...

Poesias de A a Z,

Do clássico ao erudito.

*

Ensinei um periquito
Rezar a missa em latim.
Envernizei as baratas
E pintei o mucuim.
Da Vince ficou famoso
Mas deve honras a mim.

*

A traição de Caim,

A inocência de Abel.

A ida do homem a lua,

As formulas doce do mel.

Todas as coisas do mundo...

Eu registrei em Cordel!

*

Eu já nasci menestrel,

No Nordeste brasileiro.

Quando esta arte chegou

Em um navio negreiro.

Fiz o primeiro folheto,

Portanto: eu sou o primeiro!

*

Os dias de Fevereiro
Que até hoje estão faltando.
Foi por causa de uma vez
Que eu estava brigando.
Saíram do calendário

Para voltar não sei quando!

*

Deus quando estava criando,

Pediu minha opinião.

Botei radar em morcego
E as aves de arribação
Sou eu que aviso o tempo
Bom de voltar pro Sertão!

*

Moisés usou minha mão

Para abrir o mar vermelho.

Noé fabricou a arca,

Mas a eu pediu conselho.

Só não criei o Narciso,

Mas emprestei o espelho.

*

Ensinei Paulo Coelho
A ser um bom escritor.
Foi comigo que o Davi
Aprendeu a ser pastor.
Lecionei no mundo inteiro
A arte de cantador!

*

Ensinei ao beija-flor,

Ficar parado no ar.

Depois fiz o helicóptero,

Só para lhe imitar.

Santos Dumont ganhou fama,

Mas fui primeiro a voar.

*

Inventar e ensinar,

É comigo, viu bichinho.

Quer aprender a cantar

Em dupla, em trio ou sozinho?

Sabe o caminho mais perto?

Comigo é bem ligeirinho.

*

Ao político Garotinho,
Ensinei a fazer greve
De fome, mas avisei
Pra Ele pegar mais leve.
Pois na arte da mentira
Nem todo mundo se atreve!

*

Já fiz montanhas de neve

No Pólo Sul e garanto.

Se eu quiser também faço,

No Nordeste ou outro canto.

Sou Damião pecador,

Mas meu irmão é um santo!

*

Inglês grego e esperanto,
Espanhol e mandarim,
Italiano e tupi,
Braile, árabe e latim...
São dez das mais de mil línguas
Que eu ensino em tempo ruim!

*

Comigo é sempre assim,

Sou cheio de artimanha.

Pois fui eu quem expulsou

O Hitler da Alemanha.

Eu ando sem deixar pistas,

Numa teia de aranha!

*

Magreza, excesso de banha,
Escoliose em corcundo,
Seja excesso de trabalho
Ou só por ser vagabundo.
Com uma só garrafada,
Eu curo as dores do mundo!

*

Eu mergulhei lá no fundo
Do vulcão da caixa prego.
Também fiz o monte Fuji
E a torre Eiffel, com lego.
No tamanho original...
e mostrei tudo a um cego!

*

Essa cruz que eu carrego,

Pesa mais que a cruz de Cristo

Mas vou provar que o que eu digo,

É verdade, eu não desisto.

Também se eu não provar nada,

Ninguém tem nada com isto!

*

As coisas que eu não conquisto,

É porque não fui atrás.

O mundo inteiro faz guerras,

Mas eu conquistei a paz.

Se alguém quiser eu ensino

De graça, como se faz...

*

Se a sua carta é um az,

Eu tenho um baralho inteiro.

Meu dom foi dado por Deus

Não devo a catimbozeiro.

Por isso pra eu cantar,

Não precisa de dinheiro.

*

O meu verso é verdadeiro,

Métrica: sempre tinindo.

Rima: eu só faço perfeita,

Deixa: sem ser repetindo.

Oração: sempre antenada,

Exagerando ou mentindo?

*

D-eus está interagindo,

A-onde está minha mente.

M-eus versos são emprestados

I-nspiração certamente.

A-gora resta eu dizer:

O meu: Obrigado gente!

*

Fim.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O nocaute do tempo... Mote * Autor: Damião Metamorfose.


*

Nós humanos nascemos indefesos,

Frágeis, desprotegidos, dependentes...

Sem cabelos, sem tato, voz e dentes,

Ao crescer, somos livres quase presos.

Sejam atléticos raquíticos ou obesos,

Com a idade a coluna sempre entorta.

E a matéria falida quase morta,

Perde dentes, cabelos, tato e voz.

O nocaute do tempo é tão feroz,

Que a estrutura da vida não suporta!

*

Sei que existe gente que não é gente

E por isso pisa no semelhante.

Atropela acelera a segue adiante,

Não diz oi, só buzina e vai em frente.

Para mim esse tipo de insolente,

É estrume que não aduba a horta.

Deus escreve o certo em linha torta

E vai voltar pra julgar esse algoz.

O nocaute do tempo é tão feroz,

Que a estrutura da vida não suporta!

sábado, 18 de junho de 2011

É ou não é do Sertão? * Autor: Damião Metamorfose.


*

Uma casa sem mobília

E com uma renca de filho.

Paiol de feijão ou milho,

Pro sustento da família.

Sem inimigo ou quizília,

Inveja ou ambição...

Come arroz com feijão,

Sem carne se for preciso.

Passa o ano quase liso,

É ou não é do Sertão?

*

Pescar com um landuá
Ou com isca de caçote.
Baladeira ou cravinote,
Serve pra caçar preá.
Casca ou folhas de juá,
Pra fazer a escovação.
Andar com um matolão,
Cheio de quinquilharia,
Dá ô de casa e bom dia!...
É ou não é do Sertão?

*

Uma enxada tupi
Quatro ou cinco polegadas.
No inicio são pesadas,
Isso eu digo por que vi.
Um chinelo vakiki,
Pra sair no domingão.
De pneu de caminhão,
No dia-a-dia nas roças.
Pele queimada e mãos grossas,
É ou não é do Sertão?

*

Cabeça de boi ou touro
Enfeitando uma estaca.
Uma cabra ou uma vaca
Magrinha, o osso e o couro.
Um papagaio ou um louro,
Para falar palavrão.
Velho e menino no oitão,
Mijando e coçando aquilo
E ninguém vai pro asilo,
É ou não é no Sertão?

*

Milho colhido do pé,
Cuscuz moído em moinho.
Ovo tirado do ninho
Da galinha garnisé.
No lugar de um filé,
Rabada gorda e pirão.
Arroz, farinha e feijão...
Servido em prato de barro.
Chamar tosse de pigarro,
É ou não é do Sertão?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pão e circo * Autor: Damião Metamorfose.


*

Imagine se um político

Por exemplo: o Presidente.

Processasse quem o chama

De burro ou incompetente.

A coisa ficava feia,

Pois não ia ter cadeia

Para prender tanta gente!

*

Acho pouco inteligente,

Proibir um cidadão.

De expressar o que pensa,

Quando o mesmo tem razão.

Se acabaram com a censura

E aboliram a ditadura

Por que a proibição?

*

Viver sem ter expressão,

Com dever e sem direito.

Ter que bater continência,

Pra Vereador, Prefeito...

Eu acho uma sacanagem,

Pois quem não zela a imagem,

Deve posar de perfeito?

*

Eu morro e não aceito,

O que eu vejo acontecer.

Os pobres votam num pobre

E se o lascado vencer.

Basta assumir a cadeira,

Que começa a roubalheira

E o abuso de poder!

*

Limam quem ousar dizer,

Que a saúde vai mal,

Que falta ônibus, escola,

Merenda, et cetera e tal...

E o “pão e circo” a folote,

Com direito a camarote,

Gasta a verba federal!

*

Antecipa o carnaval,

Faz uma emancipação...

Anuncio em tudo que é mídia

Para chamar atenção.

Benefícios de fachada...

Mas quem vê a coisa errada,

Sem voz, tem que dá razão?

*

Eu sou contra o “circo e pão”

O camarote, o comício,

As gincanas, as quadrilhas,

Os fogos de artifício...

Dinheiro mal aplicado,

Com tanto hospital fechado,

É ou não é desperdício?

*

Festa não trás beneficio,

Atrai muito, é ladrão...

E o comercio ambulante

Que vem de outra região.

Deixa o lixo e leva tudo,

O trocado e o graúdo,

É isso que é solução?

*

Não quero circo nem pão,

Eu quero é dignidade.

Com meu País, meu Estado

E com a minha cidade.

Que tem dinheiro pra festa

E a educação não presta,

Saúde é calamidade!

*

Desde a antiga idade,

Que esse regime cruel.

Põe o povão pra dançar

Tango sem ser de Gardel.

E essa política sacana

Enganou e ainda engana

De forma vil e infiel.

*

Espero que o meu Cordel,

Não venha a ser censurado.

Pois Ele é o meu porta voz,

Quando eu vejo algo errado.

Com Ele eu posso gritar

Pra o mundo inteiro escutar,

Sem sair do meu Estado!

*

A quem leu muito obrigado!

E se gostou passe a frente.

Vamos dar a volta ao mundo

Unidos nessa corrente.

Denuncie o podre hirco,

Política do pão e circo,

Só atrasa a nossa gente!

*

Fim.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Adoro-te

Adoro essa tua expressão
Transmitindo tanta ternura
Tão suave e masculino,
Com olhar de ventura

Misturado nesta meiguice
Que me cativa e domina,
Deixando sempre a impressão
Que precisa de toda
Minha proteção.

Gosto desse teu jeito de poetizar
Inspira tão exata intimidade
Sentenciando surreal afinidade
Encantando-me sem hesitar.

Sei que o seu amor é sincero,
E é para a vida inteira
Com você o romance é
Como a primavera

Estando em teus braços,
Somente ao teu lado
Sinto que respiro.
Eu sempre estarei contigo
A cada amanhecer,
A cada novo dia.

Vendo o céu resplandecer...
Quero ser sua poesia
E toda sua alegoria
Eu quero é morrer
De Amor
E depois de ver teus
Versos derramados,
Quero renascer!

Vitória Moura


domingo, 12 de junho de 2011

Novo amor * Autor: Damião Metamorfose.


*

(Foto extraída do Google)

*

Quem pensar que aquela triste viúva

Vai chorar, até a próxima estação.

Saiba que, suas lagrimas são de chuva

Ou neblinas em época de verão.

*

Sete dias passaram e Ela não

Chora mais, seu ex: coração partido.

Preocupa-se mais com uma pensão

E o desejo de achar um outro marido.

*

Trinta dias é a missa, Ela vai triste,

Pra provar que a tristeza ainda existe,

Leva ao túmulo, umas flores, cruz e faixa,

*

Com os dizeres: “Te amo eternamente”.

Em seguida, Ela arruma um pretendente,

Novo amor, cama e dinheiro em caixa.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Propaganda enganosa * Autor: Damião Metamorfose.


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(Foto extraída do Google)

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Essa História é verdadeira,

Ouvi lá no meu salão.

Enquanto estava cortando

A juba de um cidadão.

Que morou lá em são Paulo

No bairro da Aclimação.

*

Garçom era a profissão,

Do cidadão que eu citei.

Só não digo o nome dele

Porque juro que não sei.

Mas o que Ele me contou

Prometo que contarei.

*

Eu quase que defequei

De tanto rir com o cara.

Quando contou o desfecho

Meu riso quase não para.

Com o que a televisão

Fez com aquele pau-de-arara.

*

Trabalhando em Jabaquara

Em um fino restaurante.

Quando Record foi gravar

Uma cena importante

E me convidou pra ser

O garçom e o figurante.

*

Aceitei e num instante,

Assinei o meu contrato.

Cachê: quinhentos reais,

O pagamento no ato.

Folgava o resto do dia,

Com quinhentão, de gaiato!

*

Comprei roupas e sapato,

Caprichei no visual.

Ensaiei mais que os atores,

De um papel principal.

Pensei: dessa vez eu entro

Pro cenário nacional!

*

Ou quem sabe mundial,

Talento eu tenho, isso é certo.

Vai que a minha estrela brilha

E a TV do seu Roberto

Descobre o dom que eu tenho...

Hoje eu vou ser descoberto.

*

Acho bom ficar por perto

Dos atores da novela.

Fazendo alguns contatos

E aparecendo na tela.

Assim vejo de que lado

A minha face é mais bela.

*

Um maquia, outro pincela...

É hora, vamos gravar!

Assim grita o diretor

Prontos, vamos começar?

Luzes, câmeras, ação...

Parou! Podem retornar!

*

Eu tinindo e sem errar,

Só os outros que erraram.

O diretor gritou bravo,

“O que vocês ensaiaram!”

Vamos outra vez, gravando!

Até que enfim, acertaram!

*

O meu cachê me pagaram

E entregaram-me um cartão.

Escrito a hora que eu ia

Sair na televisão.

Agradeceram e disseram:

Mandou bem na profissão.

*

Avisei pro meu irmão,

Que avisou para mainha,

Que avisou para papai,

Que avisou para vizinha.

Que em menos de uma hora

Avisou toda a terrinha.

*

Comprei cerveja em latinha,

Carne de gado e leitão...

Convidei o bairro inteiro

E aluguei um telão.

Pra ver o garçom famoso

Passar na televisão.

*

Ganhei apertos de mão

De quem eu nem conhecia.

Estourei o meu cartão

De credito na padaria.

Pra abastecer o freezer

De coisas que eu não podia.

*

Um dizia: hoje é seu dia,

Você vai ficar famoso.

Outro elogiava a carne,

“Oh churrasco saboroso!”

E eu ficando endividado,

Por dá uma de gostoso.

*

O meu pai ligou nervoso,

Meu filho vai ou não vai?

Tem certeza que você

No capitulo de hoje sai?

Respondi, é hoje sim,

Gravei dez cenas meu pai.

*

Minha mãe num ai, ai, ai,

Também diz que convidou

Toda a sua vizinhança

E um churrasco improvisou.

Pra ver o filho famoso

Que a televisão lançou.

*

Meu irmão também ligou

A cobrar e a ligação.

Foi em horário de pico,

De são Paulo pro Sertão.

De orelhão pra celular

Pra lascar mais seu irmão!

*

Um gritou lá no salão,

Corram que vai começar!

Comecei a suar frio,

A tremer e gaguejar.

Mas já estava gravado

E eu só tinha que esperar.

*

Todos procuram um lugar,

Perto do grande telão.

Escolhi o melhor anglo,

Pra ver minha aparição.

Mal sabia eu que ia

Ser uma decepção!

*

Mostraram só minha mão

Com uma água mineral.

Na hora eu não desmaiei,

Mas fiquei passando mal.

Pensando no que gastei,

Com comida e visual...

*

Levei uma vaia geral

E o nome de bobão.

Só se ouvia o quebra-quebra

De lata e copo no chão.

E eu sentindo as facadas

Das parcelas do cartão!

*

Toda aquela enganação

Também teve um lado bom.

Porque agora eu já sei

O meu verdadeiro dom.

Que é servir sem ser servido,

Trabalhando de garçom.

*

D-eixe-me ser feliz com

A fama que eu não tenho.

M-eu trabalho me completa,

Isso pede o meu empenho.

A propaganda enganosa

O-cultou meu desempenho!

*

Fim.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Perfil...

SOU UMA MULHER SIMPLES,
AMO A VIDA, E SEU GRAU DE EVOLUÇÃO
CONSTANTEMENTE VIVO BUSCANDO O EQUILÍBRIO
SOU UMA MULHER QUE LEVA UMA VIDA COM DIGNIDADE,
GOSTO DE INVESTIR NO AUTO-CONHECIMENTO,
POIS ACHO QUE SOMENTE ME CONHECENDO
POSSO COMPREENDER MELHOR AS OUTRAS PESSOAS
AMO A MINHA VIDA, MEU ESPOSO, MEUS FILHOS
SOU CONDIZENTE NO QUE FALO

EM MINHAS AÇÕES TENHO MINHAS FILOSOFIAS
E MINHAS CONVICÇÕES,
SOU UMA PESSOA QUE VALORIZO AS AMIZADES
PREFIRO ACREDITAR QUE NÓS SERES HUMANOS
SEMPRE MERECEMOS UMA CHANCE
NAS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA,
RESPEITO E EDUCAÇÃO SÃO PRIORIDADES
PARA QUE EU POSSA ME RELACIONAR COM OS OUTROS,

APEZAR DE PERDER A CABEÇAS ÀS VEZES
SOU HUMANA E ADMINISTRO AS MINHAS VERDADES,
SEM MEDO, MESMO QUE ELAS DOAM
GOSTO DE SER DO JEITO QUE SOU
E NÃO DO JEITO QUE AS PESSOAS
GOSTARIAM QUE EU FOSSE!
DISPENSO JULGAMENTOS!

EU ADORO O TRABALHO
TRABALHAR PARA MIM É PRODUZIR RESULTADOS
É ME SENTIR ÚTIL E PRODUTIVA
COMO JÁ DIZIA SÓCRATES, O FILÓSOFO,
(O TRABALHO ENOBRECE O HOMEM)
TENHO MINHA HISTÓRIA DE VIDA
E RESPEITO A DOS OUTROS,
CADA UM NA SUA ESSÊNCIA,
A INDIVIDUALIDADE DE CADA SER
É PARA SER RESPEITADA.

EM ALGUMAS CIRCUNSTÂNCIAS DA VIDA
DEIXAMOS DE TER IMPORTÂNCIA
PARA ALGUMAS PESSOAS,
E ESSENCIALMENTE IMPORTANTES PARA OUTRAS,
AS QUE VERDADEIRAMENTE ME VISUALIZA
COMO EU SOU, COM OS MEUS DEFEITOS E VIRTUDES,
ESSA REALMENTE ME TEM,
NÃO POSSO COBRAR O QUE
ALGUMAS PESSOAS NÃO TÊM,
MAS POSSO ESCOLHER NÃO SER IGUAL.

SOU UMA PESSOA SUAVE
EM SUA ESSENCIALIDADE,
INDEPENDENTE DE QUESTÕES
SÓCIO-ECONÔMICAS OU POLÍTICAS,
JÁ PRESENCIEI MUITA COISA NESSA VIDA,
E AINDA BEM QUE DEUS ME DEU
O PODER DE DISCERNIMENTO ENTRE O BEM E O MAL,
DO LÍCITO AO ILÍCITO!
SER DO BEM É UMA OPÇÃO!
NA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL.

VITÓRIA MOURA

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Quem quiser me matar... Autor: Damião Metamorfose.

(Foto extraída do Google)
*

Passei uma meia hora

Sem tomar uma birita

E a saudade da mardita,

Cada segundo piora.

O jeito é eu ir agora,

Devorar logo uma breja.

Desde que gelada esteja

Bebo a marca que encontrar.

Pois quem quiser me matar,

Ponha veneno em cerveja!

*

Todo final de semana,
Eu vou beber no boteco.
Mais nunca encho o caneco,
Valorizo minha grana.
Também nunca fui em cana,
Nem me envolvo em peleja.
Não me entrego de bandeja,
Tenho filhos pra criar.
pois quem quiser me matar,

Ponha veneno em cerveja!

*

Eu bebo só por laser,
Quando tem um bom churrasco.
Ai eu bebo no frasco,
Se tiver pode trazer.
Vou até amanhecer,
Virando copo e bandeja.
Gritando louvado seja,
Só volto se me expulsar.
Pois quem quiser me matar,
Ponha veneno em cerveja!

*

Esse mote foi quando eu bebia... Graças a Deus eu deixei há mais de um ano.