*
No mundo competitivo,
Selvagem e capitalista.
Tem sempre um novo ditado
E outro que sumiu de vista.
Mas desse que vou falar,
Já ficou tão popular,
Que é o primeiro na lista.
*
Não me chame de machista,
Esse título eu não mereço.
Só falo aquilo que ouço,
Que já vi ou que conheço.
Muitos vão me renegar,
Mas é dito popular,
Quem inventou pague o preço.
*
Leia bem desde o começo,
Para não me confundir.
Se achar o título agressivo,
Não venha me agredir.
Porque o que vem depois,
Não dar nome a vaca ou bois...
São só motivos pra rir.
*
Se quiser interagir,
Que tal deixar comentário?
É bem melhor, pois assim,
Você prova ao contrario.
Que esse ditado é mentira
E quem inventou? Se vira...
Ou aguente o seu fadário.
*
Se eu não mereço o calvário,
Acho melhor começar.
A contar o que ouvi,
O rádio povão contar.
Sobre o título agressivo,
Mas que é muito sugestivo,
Em tudo que é lugar.
*
O kit é tão popular,
Que até já virou mania.
Já não escolhe a idade,
Vai da sobrinha a titia.
Por isso é que eu me arrisco
E vou correr esse risco,
Transformando-o em poesia.
*
Ver-se de noite ou de dia,
Pelas ruas da cidade.
As pessoas que o carregam,
Talvez por necessidade.
Mas a maioria usa,
Exibe-se e até abusa,
Só por pura vaidade.
*
Quando ouvi achei maldade
E até de baixo calão.
Mas como aqui no nordeste,
Só a fome é palavrão.
Eu fui me adaptando
E até me pego falando,
Sem nenhuma rejeição.
*
Não tome por gozação,
Pois não penso em te gozar.
O popular kit puta,
É usado em todo lugar.
Por jovens e adolescentes
E é um aparelho nos dentes,
Uma biz e um celular.
*
Fim
*
14/04/2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
No país verde e amarelo> Autor: Damião Metamorfose.
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*
Glosas de minha autoria desconheço o autor do mote.
*
Se de um lado a seca mata,
Do outro a água destrói.
Oh!Meu Jesus como dói,
Ver o buraco na mata.
Casa sem teto e sapata,
Berços boiando na enchente.
O grito de um inocente,
Num lamento de flagelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
*
De um lado a bandidagem,
Mata inocente e ladrão.
Muitos sem ter opção,
Aceita viver a margem.
Na política a malandragem,
Trata o povo de demente.
Pobre aguenta a chapa quente,
O rico vive em castelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
*
Se você tem é roubado,
Se não tem é vagabundo.
Pra respirar um segundo,
Algum imposto é cobrado.
Sertanejo respeitado,
Vira um urbano indigente.
Se a policia passa o pente,
Só prende o pé de chinelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
*
Tem rico alteando o muro,
Para ter mais segurança.
Tirando férias na França,
Miame e Porto Seguro.
O pobre vive em apuro,
Sobrevive simplesmente.
Se tentar um passo a frente,
Sai o botão do chinelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
*
Se o governo federal,
Destina a verba ao nordeste.
Tem sempre um filho da peste,
Que desvia o principal.
E o resto do capital,
Quando chega ao mais carente.
O pai dégua simplesmente,
Diz: vote em mim que eu te zelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
*
Acabou trabalho escravo?
Só se for na teoria.
Pode até ter alforria,
Mas só pra quem faz conchavo.
A arrogância e o seu travo,
Não tem ouvido que aguente.
O que tem alta patente,
Não dispensa o parabelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
*
Rico mente rouba e mata,
O pobre só mata a fome.
O rico ostenta o seu nome,
As custa do ouro e prata.
Quando o pobre desacata,
O castigo é evidente.
O condenam friamente
E o juiz bate o martelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
*
Aquele que mais trabalha,
Sem descanso o dia inteiro.
Não ver a cor do dinheiro,
Só sente a dor da cangalha.
A matemática é sem falha,
Mas é falho o expoente.
Pois opera o excedente,
No mercado paralelo.
No país verde e amarelo,
Tá preto pra muita gente.
terça-feira, 6 de abril de 2010
O novo sol > Autor: Damião Metamorfose.
*
Todas as provas de amor que precise,
Eu irei te dar não perca a esperança.
Mais se tudo tem o seu momento exato,
Não precisa pressa nem faça cobrança.
Mantenha a calma que a minha alma,
Só fica mais calma se a sua se acalma,
E eu de alma calma sou uma criança.
*
Dou-te garantias que a nossa aliança,
Será sempre honrada e não precisam juras.
Se o nosso elo resistiu ao tempo,
Ao vento, ao relento e as noites escuras.
Não vai ser agora que vamos deixar,
Um amor tão puro infindo se acabar,
Por causa de gente com mentes impuras.
*
Somos escolhidos, não vãs criaturas,
Abrace essa causa e esqueça esse medo.
Diga ao mundo o que é pra ser dito
E faça silencio do que é segredo.
Não se ofusque com o novo sol,
Nem se assuste porque é tudo em prol,
Do que era tarde, mas chegou tão cedo.
*
Dedicado a minha alma gêmea: Vitória Sena
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Teleguiados ou tevês bitolados> Autor: Damião Metamorfose.
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*
Não precisa de pesquisas,
Canudo e certificados.
Estudar noites a fio,
Buscando alguns resultados.
Pra saber que esses viventes,
Pseudos inteligentes,
São todos teleguiados.
*
São uns tevês bitolados,
Fazem o que a tevê manda.
Compre isto compre aquilo...
Obedecem à propaganda.
E os filhos crescem iguais,
Com as doenças dos pais,
Por isso a coisa não anda.
*
Compra o cd de uma banda,
Sem nem gostar do estilo.
Compra em dez ou doze vezes,
Sem desconfiar que aquilo.
Pode atrasar sua vida,
Só quando está sem saída,
É que percebe o vacilo.
*
Eu não sou mais um pupilo,
Mas uma vez vacilei.
Pensando que era vantagem,
Sem precisar eu comprei.
Quando pluguei na tomada,
Não funcionava nada,
Joguei fora e nem usei.
*
Outra coisa que eu notei,
Que pra mim é um arrogo.
É comprar uma parabólica,
Pra ver Record, Band e globo.
Se o sinal já pegava,
Portanto não precisava,
Comprou porque é um bobo.
*
O consumismo é um fogo,
Que queima em todo lugar.
Conheço gente que tem,
Câmara no celular.
E vive igual um gaiato,
Tirando o próprio retrato,
Só pra ele mesmo olhar.
*
Se o seu time for jogar
E a tevê transmite ao vivo.
Mas se você é fanático,
Ir ao estádio é um bom motivo.
Agora ir ao estádio
Levando iPod e um radio,
Acho pouco criativo.
*
Desculpe se eu fui nocivo,
Não foi essa a intenção.
Peço desculpas se errei,
Mas é minha opinião.
Nós somos teleguiados,
Todos uns tevês bitolados,
Com um controle na mão.
*
Fim
*
05/04/2010
O mundo está encolhendo> Autor: Damião Metamorfose.

*
A cada dia que passa,
O mundo está encolhendo.
Costumes são esquecidos,
Poucos vão aparecendo.
O bilro não faz mais rendas,
As leis se encheram de emendas
E o que subiu tá descendo.
*
Hoje estamos vivendo,
Vigiado ou vigiando.
O que o inteligente faz,
O esperto vai copiando.
Igrejas estão lotadas
E o Deus que dorme em calçadas,
Ninguém está adorando.
*
Eu ainda lembro quando,
Alunos cantavam o hino.
A gíria era poxa e mora,
A calça, a boca de sino.
Luiz Gonzaga reinava
E frei Damião pregava,
Sem sotaque nordestino.
*
A fama de Virgulino,
O perverso lampião.
Assustava até defuntos,
Era o terror do sertão.
E o meu país do futuro,
Devendo dinheiro a juro,
Nem parecia ilusão.
*
Pagamento a prestação,
Pouca gente conhecia.
O um e noventa e nove,
Ainda nem existia.
E se acaso um avião,
Sobrevoasse o sertão,
Com medo o povo corria.
*
Validade ou garantia,
Por um produto comprado.
Se hoje não funciona,
Imagine no passado.
Sei que temos os direitos,
Mas as leis têm uns defeitos,
Que é melhor ficar calado.
*
Hoje o que é fabricado,
Nos states ou Japão.
Rapidinho chega aqui,
Nos cafundós do sertão.
E o que era grande e pesado,
Depois de modernizado,
Cabe na palma da mão.
*
Nano robotização,
Conferencias virtuais.
Transplantes que salvam vidas,
Clonagens de animais.
Tantas modernizações,
Mas as novas gerações,
Não pedem a bênção aos seus pais.
*
O mundo encolheu demais
E continua encolhendo.
Pessoas que eu nem conheço,
Sabem o que estou fazendo.
Mas quem sou eu pra dizer,
Que o mundo vai encolher,
Se dizem que está crescendo?
*
Fim
*
05/04/2010
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Desce Jesus> Autor: Damião Metamorfose.
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*
Desce dos céus oh! Jesus,
Habitai em minha mente.
Pra q´eu transmita em versos...
De forma bem transparente.
Pedindo aos seres da terra,
Que façam paz, não a guerra,
Que o amor se faça presente.
*
Venha ensinar a essa gente,
O que já foi ensinado...
Mas que parece esquecido
Ou pouco foi praticado.
Vem com seus anjos de guarda,
Pois desse jeito não tarda
E o mundo está arruinado.
*
Venha, mas traga um cajado,
Que o mundo está perigoso...
Tem gente comprando almas...
Vendendo a um deus duvidoso.
Um que promete dinheiro
E leva pro cativeiro,
Qualquer espírito ocioso.
*
Venha e seja corajoso,
Pois sua luz virou treva.
Tem Adão sem paraíso,
Que há tempos trai sua Eva.
E a Eva também senhor!
Tá sem vergonha e pudor...
E com qualquer um, se eleva.
*
Venha e, por favor, me leva
E leve os filhos teus.
Leve o ateus que são crentes,
Os crentes que são ateus.
Venha senhor, Venha logo,
Venha senhor, a ti rogo,
Venha pelo amor de Deus!
*
Já não são os Fariseus...
Os Egípcios ou romanos...
São bilhões, trilhões, nem sei...
Qual a soma dos humanos.
Que pregam e oram por paz,
Mas o vilão satanás,
Transformam-nos em insanos.
*
Senhor falta quantos anos,
Pra ficarmos face a face?
Pra que eu te abrace oh meu pai!
Para que você me abrace?
Perdoe-me se é egoísmo,
Mas se esse mundo é um abismo,
Não é melhor que acabace?
*
Senhor! Perdoe esse impasse,
Quem sou eu pra duvidar.
Sou apenas um dos filhos
E entre tantos, quero estar.
Atrelado em sua mão
E orar sem sofreguidão,
Pedindo pra nos salvar.
*
Senhor quem vai me ajudar?
Se você é minha estrada.
Meu passado sem você,
É só página virada.
Você é pai, sou seu filho,
Sem sua luz, sem seu brilho,
Sou nada senhor, sou nada.
*
01/04/2010
segunda-feira, 29 de março de 2010
A espera > Autor: Damião Metamorfose.
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*
Eu deixei minha porta entreaberta,
Na esperança de ver você voltar.
Pra cair nos meus braços e me amar,
Nem marquei no relógio a hora certa.
*
Não dormi, minha noite foi de alerta,
Só fiquei te esperando impaciente.
Porque amo e quem ama, inconsciente,
Sempre volta quando a saudade aperta.
*
Não pensei um segundo em despedida,
Só na volta e minh´alma arrependida.
Te esperou como o sol espera a lua,
*
E bem antes do dia alvorecer,
Vi a porta se abrir e alguém dizer...
Eu voltei, mas voltei porque sou sua.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Semeador de sonhos > Autor: Damião Metamorfose.

*
Baseado em um poema da poetisa: Vitória Sena.
*
O poeta é um eremita
Filosofo e analítico.
Original e sensível
Em demasia é um critico.
Anarquista nas idéias,
Em atitude, um político.
*
O poeta é sempre rico,
Rico de inspiração.
Navegando em pensamentos,
Faz do porto solidão.
Ancora para os devaneios
e sua introspecção.
*
A caneta é o seu bastão,
O papel, a companhia.
Rabisca, apaga e escreve...
Na busca da primazia.
É anfitrião dos sonhos
Alheios, não silencia.
*
Faz da vida a própria via,
para a sua inspiração.
Mesmo no anonimato,
Pseudônimo povão.
Passando despercebido,
É mais um na multidão.
*
É vendedor de ilusão,
Tece palavras de amor.
Não é desatento aos outros,
Na sofreguidão e dor.
E no coração de muitos,
Faz-se um presente ablutor.
*
Como humilde trovador,
Que faz da sua poesia.
O seu eterno deleite,
Balsamo para a agonia.
O olhar de um poeta,
Fita as estrelas ao dia.
*
Transforma com maestria,
A dor de um amor sofrido.
E as cachoeiras de lagrimas,
De um ser desiludido.
Em um nobre sentimento,
Real e correspondido.
*
Poeta é anjo caído,
Semeando pensamentos.
Demônio e algoz de si próprio,
Rabisco em papel aos ventos.
É semeador de sonhos,
Confundindo os sentimentos.
*
Em seus piores momentos,
De tristeza e solidão.
Busca no fundo da alma,
A luz, a paz, a unção.
E transforma a treva em luz,
O silêncio em oração.
*
Fim
*
26/03/2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Tempos modernos> Autor: Damião Metamorfose.
Tempos modernos> Autor: Damião Metamorfose.
*
Com esses tempos modernos,
Mudaram-se os padrões.
Inverteram-se as classes,
Surgiram novos vilões.
E as guerras santas da paz,
De homens, Deus e satanás,
Trouxeram as religiões.
*
Tem um leque de opções,
Radio internet e tv.
Milagres a qualquer preço,
Basta ter dinheiro e crê.
Tem a vista e a prestação,
É tanta oferta que não,
Tem quem resista o auê.
*
Agora veja você,
O que foi que aconteceu.
Com um cidadão urbano,
De codinome Tadeu.
Que acreditou no que via,
Comprou mais do que podia
E por pouco não morreu.
*
Tadeu era quase ateu,
Vida boa e sossegado.
Andava sempre na moda,
Carro novo e importado.
Nunca guardava um centavo,
Era um consumista escravo
E só comprava fiado.
*
Mas ficou desempregado,
Com o nome sujo na praça.
Muitos credores na porta,
Com cobrança e ameaça.
O que tinha foi tomado
E ele desesperado,
Foi do uísque a cachaça.
*
Pensando em fazer desgraça,
Antecipando a partida.
Arquitetou varias vezes,
Por um fim na própria vida.
Até que um antigo vizinho,
Apareceu no caminho,
Para mostrar-lhe uma saída.
*
Com a alma destruída,
Contou-lhe a situação.
A crise que enfrentava,
A queda, a destruição.
O amigo ouviu e entendeu,
E disse: calma Tadeu,
Pra tudo tem solução.
*
Acalme o seu coração,
Que eu vou te indicar.
A igreja que eu frequento
E se você aceitar.
Vá na quarta que os pastores,
Vão desalojar as dores
E as correntes vão quebrar.
*
Mesmo sem acreditar,
Na quarta feira o Tadeu.
Chegou cedo na igreja
E um bom lugar escolheu.
Logo o amigo chegou,
Quando o culto começou,
Vejam o que aconteceu.
*
Por indicação do seu
Amigo ele foi levado.
Para o centro do altar,
E um hino foi entoado.
Entre cânticos e louvores,
Os obreiros e os pastores,
Exorcizam o alojado.
*
Desaloja excomungado,
Desaloja eu te esconjuro,
Desaloja desse corpo,
Desaloja seu impuro,
Desaloja Barrarás,
Desaloja satanás,
Desaloja sem futuro.
*
Tadeu sentiu-se inseguro,
Com aquela gritaria.
Desaloja, desaloja,
Diz a loja, ele entendia.
Bom, já que vão me ajudar,
Vai ser o jeito eu contar
E em voz alta ele dizia.
*
Devo nas casas Bahia,
C&A e americana.
Jumbo eletro e pão de açúcar,
Bom preço e pernambucana.
Cartão visa e Credicard,
Carrefour e mastercard,
Acuda meu Deus! Tem grana?
*
Fim
*
24/03/2010
*
Com esses tempos modernos,
Mudaram-se os padrões.
Inverteram-se as classes,
Surgiram novos vilões.
E as guerras santas da paz,
De homens, Deus e satanás,
Trouxeram as religiões.
*
Tem um leque de opções,
Radio internet e tv.
Milagres a qualquer preço,
Basta ter dinheiro e crê.
Tem a vista e a prestação,
É tanta oferta que não,
Tem quem resista o auê.
*
Agora veja você,
O que foi que aconteceu.
Com um cidadão urbano,
De codinome Tadeu.
Que acreditou no que via,
Comprou mais do que podia
E por pouco não morreu.
*
Tadeu era quase ateu,
Vida boa e sossegado.
Andava sempre na moda,
Carro novo e importado.
Nunca guardava um centavo,
Era um consumista escravo
E só comprava fiado.
*
Mas ficou desempregado,
Com o nome sujo na praça.
Muitos credores na porta,
Com cobrança e ameaça.
O que tinha foi tomado
E ele desesperado,
Foi do uísque a cachaça.
*
Pensando em fazer desgraça,
Antecipando a partida.
Arquitetou varias vezes,
Por um fim na própria vida.
Até que um antigo vizinho,
Apareceu no caminho,
Para mostrar-lhe uma saída.
*
Com a alma destruída,
Contou-lhe a situação.
A crise que enfrentava,
A queda, a destruição.
O amigo ouviu e entendeu,
E disse: calma Tadeu,
Pra tudo tem solução.
*
Acalme o seu coração,
Que eu vou te indicar.
A igreja que eu frequento
E se você aceitar.
Vá na quarta que os pastores,
Vão desalojar as dores
E as correntes vão quebrar.
*
Mesmo sem acreditar,
Na quarta feira o Tadeu.
Chegou cedo na igreja
E um bom lugar escolheu.
Logo o amigo chegou,
Quando o culto começou,
Vejam o que aconteceu.
*
Por indicação do seu
Amigo ele foi levado.
Para o centro do altar,
E um hino foi entoado.
Entre cânticos e louvores,
Os obreiros e os pastores,
Exorcizam o alojado.
*
Desaloja excomungado,
Desaloja eu te esconjuro,
Desaloja desse corpo,
Desaloja seu impuro,
Desaloja Barrarás,
Desaloja satanás,
Desaloja sem futuro.
*
Tadeu sentiu-se inseguro,
Com aquela gritaria.
Desaloja, desaloja,
Diz a loja, ele entendia.
Bom, já que vão me ajudar,
Vai ser o jeito eu contar
E em voz alta ele dizia.
*
Devo nas casas Bahia,
C&A e americana.
Jumbo eletro e pão de açúcar,
Bom preço e pernambucana.
Cartão visa e Credicard,
Carrefour e mastercard,
Acuda meu Deus! Tem grana?
*
Fim
*
24/03/2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Quando é seca no sertão> Autor: Damião Metamorfose.

*
Quando é seca no sertão,
É um caos, é um inferno.
Sertanejo sem inverno,
É ave de arribação.
Perde o humor e a razão,
Fica velho sem idade.
Triste e sem felicidade,
Olha para o firmamento.
Sertão sem chuva é cinzento
E cheira a calamidade.
*
Às vezes vai à cidade,
Só para ouvir os mais velhos.
Discutir os evangelhos
E experiências da idade...
Mas perde a sobriedade,
Para se sentir mais forte.
Às vezes arrisca a sorte,
Em uma banca de jogo.
O sertão sem chuva é fogo
E o ar tem cheiro de morte.
*
Açudes de médio porte,
Quando é seca no sertão.
Sobra a água do porão,
Lama racha feito corte.
Por mais que alguém suporte,
A alta temperatura.
Finda perdendo a ternura,
Com seus vinte e poucos anos.
No sertão sem chuva os danos,
A chuva às vezes não cura.
*
Por a mesa sem mistura,
Trabalhar sem ter salário.
Vigiar o calendário,
Ver a terra seca e dura.
Olhar pro céu na secura,
De vê raio e ouvir trovão.
Caminhar sentindo o chão
Quente, exalando o vapor.
Sertão sem chuva é calor,
Poeira e devastação.
*
É cortar a plantação,
Para alimentar o gado.
Ver a enxada e o arado,
Enferrujar no galpão.
Filho chorando sem pão,
Bolso sem nenhuma prata.
E o cachorro vira lata,
Morre de tanta magreza.
Sertão sem chuva é dureza,
Fumaça e fogo na mata.
*
A seca é tão ingrata,
Que leva o que não se tem.
E muitas vezes também,
Atinge o magnata.
Quem usa terno e gravata,
Não aguenta e agoniza.
Imagine o sem camisa,
O sem teto e o emergente?
Sertão sem chuva é tão quente,
Que o redemoinho é brisa.
*
Cada lugar que se pisa,
Parece uma fornalha.
Quando a poeira se espalha,
A visão perde a divisa.
Nem a sombra suaviza,
O mormaço do calor.
Juazeiro perde a flor,
As folhas ficam amarelas.
Sertão sem chuva as sequelas,
É morte, tristeza e dor.
*
A pastagem perde a cor,
Fica cinzento o seu manto.
A cigarra muda o canto,
Poe tristeza em seu teor.
Do nascer ao sol se por,
Nenhuma nuvem aparece.
A terra que só se aquece,
Parece que está queimando.
No sertão sem chuva é quando,
Nada de bom acontece.
*
Sertanejos fazem prece,
Exercendo a sua fé.
Fieis “roubam” são José,
Pra ver se a chuva desce.
Às vezes até parece,
Que o santo atende ao pedido.
Cai chuva e fica florido,
Logo depois seca tudo...
Sertão sem chuva é sisudo,
Abandonado e sofrido.
*
É ter coração partido,
Sem ver sementes brotando.
É ver os filhos chorando,
Fome, sede e desnutrido.
É ver mulher sem marido,
Porque o mesmo foi embora.
Buscar recursos lá fora,
Pra família desvalida.
Sertão sem chuva é sem vida,
Que tem um coração chora.
*
Nos versos que fiz agora,
Fiz denuncia e refleti.
Pois tudo isso eu vivi,
No meu passado de outrora.
Também fui buscar melhora,
Para mim e pros meus pais.
E entre humilhação e ais,
Eu me acho um vencedor.
Sertão sem chuva, oh senhor!
Por favor, nunca, jamais.
sábado, 13 de março de 2010
Política, um mal necessário> Autor: Damião Metamorfose.
*
Política é um mal necessário,
Para o bem da humanidade.
Tem conchavo e tem mentira...
Também tem muita verdade.
Pra uns é a esperança,
Pra outros é a mudança,
Quando tem seriedade.
*
É o jogo de falsidade,
Para quem é desonesto.
É a arte da promessa
E do comício indigesto.
Da esquerda e da direita,
Do aceita e do rejeita
E do voto de protesto.
*
Na política o homem honesto,
Pode virar salafrário.
Por vender a alma ao diabo,
Em troca de um bom salário.
E é nessa hora que o povo,
Perde a galinha e o ovo
E ganha o nome de otário.
*
Na política, o calendário,
Tem mais férias que trabalho.
Mais favor que compromisso,
Mais esperto que paspalho.
É séria e é diversão,
Política é a solução,
Contravenção e atalho.
*
Mesmo tendo ponto falho,
Política trás resultados.
A política é pros humanos,
Um dos grandes aliados.
Pena que muito eleitor,
Desconhece seu valor
E elege sempre os errados.
*
A política tem dois lados,
Posição e oposição,
A verdade e a mentira,
A razão e a emoção,
O que perde e o que ganha,
O que bate e o que apanha,
Prazer e decepção.
*
Política e religião,
Tem muita coisa em comum.
Religião Deus é por todos,
Política é todos por um.
Poucos são os escolhidos,
Muitos os arrependidos
E os que ficam sem nenhum.
*
Político é igual muçum,
Vive na água e na lama.
Faz da seca um trampolim,
Pra dar um salto pra fama.
Mas se chove e tem inverno,
Guarda a gravata e o terno
E administra na cama.
*
A política é uma chama,
Que nunca vai apagar.
Quando um acaba o mandato
E diz, vou me aposentar.
Com certeza está blefando,
Quatro anos, tá voltando,
Pra política e pra mamar.
*
A política é milenar,
Até Jesus foi político.
Não por querer um mandato,
Mas por ter o senso critico.
Porque quando ele pregava,
Em parábolas criticava,
-Portanto era um analítico.
*
Eu também me identifico,
Com a política e o poder.
Sempre escolho quem eu quero,
Voto e cumpro o meu dever.
Essa é minha conclusão,
Sou político porque não
E Mente o que diz não ser.
*
Fim
*
13/03/2010
Política é um mal necessário,
Para o bem da humanidade.
Tem conchavo e tem mentira...
Também tem muita verdade.
Pra uns é a esperança,
Pra outros é a mudança,
Quando tem seriedade.
*
É o jogo de falsidade,
Para quem é desonesto.
É a arte da promessa
E do comício indigesto.
Da esquerda e da direita,
Do aceita e do rejeita
E do voto de protesto.
*
Na política o homem honesto,
Pode virar salafrário.
Por vender a alma ao diabo,
Em troca de um bom salário.
E é nessa hora que o povo,
Perde a galinha e o ovo
E ganha o nome de otário.
*
Na política, o calendário,
Tem mais férias que trabalho.
Mais favor que compromisso,
Mais esperto que paspalho.
É séria e é diversão,
Política é a solução,
Contravenção e atalho.
*
Mesmo tendo ponto falho,
Política trás resultados.
A política é pros humanos,
Um dos grandes aliados.
Pena que muito eleitor,
Desconhece seu valor
E elege sempre os errados.
*
A política tem dois lados,
Posição e oposição,
A verdade e a mentira,
A razão e a emoção,
O que perde e o que ganha,
O que bate e o que apanha,
Prazer e decepção.
*
Política e religião,
Tem muita coisa em comum.
Religião Deus é por todos,
Política é todos por um.
Poucos são os escolhidos,
Muitos os arrependidos
E os que ficam sem nenhum.
*
Político é igual muçum,
Vive na água e na lama.
Faz da seca um trampolim,
Pra dar um salto pra fama.
Mas se chove e tem inverno,
Guarda a gravata e o terno
E administra na cama.
*
A política é uma chama,
Que nunca vai apagar.
Quando um acaba o mandato
E diz, vou me aposentar.
Com certeza está blefando,
Quatro anos, tá voltando,
Pra política e pra mamar.
*
A política é milenar,
Até Jesus foi político.
Não por querer um mandato,
Mas por ter o senso critico.
Porque quando ele pregava,
Em parábolas criticava,
-Portanto era um analítico.
*
Eu também me identifico,
Com a política e o poder.
Sempre escolho quem eu quero,
Voto e cumpro o meu dever.
Essa é minha conclusão,
Sou político porque não
E Mente o que diz não ser.
*
Fim
*
13/03/2010
quinta-feira, 11 de março de 2010
A gestão dos resultados> Autor: Damião Metamorfose.
*
Morreram duas senhoras,
Ambas tinham a mesma idade.
Mesma altura e o mesmo nome,
Eram da mesma cidade.
Uma era freira ativista,
A outra era taxista,
Impura e sem castidade.
*
No portão da eternidade,
São Pedro as esperava.
Chamou logo a taxista,
Disse que salva ela estava.
Deu-lhe um manto de ouro
E explicou o tesouro
E a paz que no céu reinava.
*
A freira inquieta aguardava,
São Pedro logo a chamou.
Pegou um manto de linho
E para ela entregou.
E disse sem ter desdém,
A senhorita também,
Felizmente se salvou.
*
A freira então retrucou,
Algo deve está errado.
Eu conheço essa mulher,
Sei seu presente e passado.
Não que eu queira me exaltar,
Mas pode analisar,
Que o manto veio trocado.
*
Eu tenho me dedicado,
A pobre velho e doente.
Há sessenta e cinco anos,
Trabalho incansavelmente.
Enquanto esta mulher,
Trabalhava de chofer,
Em um táxi ilegalmente.
*
Vivia assustando gente,
Sobe em calçada e atropela.
Varias vezes foi multada,
Já traficou em favela.
E para o meu espanto,
O senhor trocou o manto,
Pois deu o ouro pra ela.
*
Eu conheço a vida dela
E acho que ela entrou
Na igreja, uma só vez,
Se é que se batizou.
E desse dia pra cá,
Acho que não foi mais lá,
Nem sei como se salvou.
*
Se o senhor não se enganou,
Explique-me, por favor.
Pois eu sempre fui devota,
Da casa do meu senhor.
Nunca pratiquei maldade
E mantive a castidade,
Por compaixão e amor.
*
E o senhor com louvor,
Deu pra ela o melhor manto.
Para mim este de linho,
Que estava ali num canto.
Ou o senhor se enganou,
Ou distraído o trocou,
Tem algo errado, meu santo.
*
São Pedro disse: eu garanto,
Não houve nenhum engano.
Veja que tem o seu nome,
Dia que nasceu e o ano.
É que foram aplicados,
A gestão dos resultados,
Pra evitar qualquer dano.
*
Vou explicar este plano,
Que adotamos hoje em dia.
Acho que ninguém da terra,
Recebeu a portaria.
Se a senhorita soubesse,
Tinha evitado esse estresse,
Decerto me entenderia.
*
É que o povo dormia,
Enquanto a irmã pregava.
E em silencio a senhora,
Muitas vezes blasfemava.
E o nosso Deus e senhor,
Entendeu como rancor,
A forma como rezava.
*
No táxi, o povo orava,
Com medo que a motorista.
Esbarrasse em algum poste,
Ou capotasse na pista.
Enquanto essa gente orou,
Muita alma ela salvou
Por isso a sua conquista.
*
A humildade é benquista,
Os dois mantos são sagrados.
Tanto faz o ouro ou linho,
Depois que são conquistados.
O problema é lá na terra,
A paz pode ser a guerra,
Na gestão dos resultados.
Morreram duas senhoras,
Ambas tinham a mesma idade.
Mesma altura e o mesmo nome,
Eram da mesma cidade.
Uma era freira ativista,
A outra era taxista,
Impura e sem castidade.
*
No portão da eternidade,
São Pedro as esperava.
Chamou logo a taxista,
Disse que salva ela estava.
Deu-lhe um manto de ouro
E explicou o tesouro
E a paz que no céu reinava.
*
A freira inquieta aguardava,
São Pedro logo a chamou.
Pegou um manto de linho
E para ela entregou.
E disse sem ter desdém,
A senhorita também,
Felizmente se salvou.
*
A freira então retrucou,
Algo deve está errado.
Eu conheço essa mulher,
Sei seu presente e passado.
Não que eu queira me exaltar,
Mas pode analisar,
Que o manto veio trocado.
*
Eu tenho me dedicado,
A pobre velho e doente.
Há sessenta e cinco anos,
Trabalho incansavelmente.
Enquanto esta mulher,
Trabalhava de chofer,
Em um táxi ilegalmente.
*
Vivia assustando gente,
Sobe em calçada e atropela.
Varias vezes foi multada,
Já traficou em favela.
E para o meu espanto,
O senhor trocou o manto,
Pois deu o ouro pra ela.
*
Eu conheço a vida dela
E acho que ela entrou
Na igreja, uma só vez,
Se é que se batizou.
E desse dia pra cá,
Acho que não foi mais lá,
Nem sei como se salvou.
*
Se o senhor não se enganou,
Explique-me, por favor.
Pois eu sempre fui devota,
Da casa do meu senhor.
Nunca pratiquei maldade
E mantive a castidade,
Por compaixão e amor.
*
E o senhor com louvor,
Deu pra ela o melhor manto.
Para mim este de linho,
Que estava ali num canto.
Ou o senhor se enganou,
Ou distraído o trocou,
Tem algo errado, meu santo.
*
São Pedro disse: eu garanto,
Não houve nenhum engano.
Veja que tem o seu nome,
Dia que nasceu e o ano.
É que foram aplicados,
A gestão dos resultados,
Pra evitar qualquer dano.
*
Vou explicar este plano,
Que adotamos hoje em dia.
Acho que ninguém da terra,
Recebeu a portaria.
Se a senhorita soubesse,
Tinha evitado esse estresse,
Decerto me entenderia.
*
É que o povo dormia,
Enquanto a irmã pregava.
E em silencio a senhora,
Muitas vezes blasfemava.
E o nosso Deus e senhor,
Entendeu como rancor,
A forma como rezava.
*
No táxi, o povo orava,
Com medo que a motorista.
Esbarrasse em algum poste,
Ou capotasse na pista.
Enquanto essa gente orou,
Muita alma ela salvou
Por isso a sua conquista.
*
A humildade é benquista,
Os dois mantos são sagrados.
Tanto faz o ouro ou linho,
Depois que são conquistados.
O problema é lá na terra,
A paz pode ser a guerra,
Na gestão dos resultados.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Nem com multa teve jeito> Autor: Damião Metamorfose.
*
01=I
Seu Natalino nasceu,
No tempo dos coronéis.
Quando o pai levava o filho,
Com ele para os bordeis.
E a boa cachaça vinha,
Não em garrafa ou latinha,
Mas em barris ou tonéis.
*
02=II
Nesse tempo nos quartéis,
Dos pequenos povoados.
Tinha um sargento caduco,
Um cabo e dois soldados,
Que por fugirem de briga,
Só aumentavam a barriga
E pareciam uns cevados.
*
03=III
Todos eram indicados,
Pelo chefe do lugar.
Treinados para dormir,
Comer muito e engordar.
-Se houvesse alguma desordem,
Não iam manter á ordem,
Sem o prefeito mandar.
*
04=IV
A cidade tinha um bar,
Um açougue, uma capela,
Uma pracinha pequena,
Toda na cor amarela.
E uma rua bem comprida,
Que chamavam de avenida,
Mas também só tinha ela.
*
05=V
Tinha a pensão da Estela,
A farmácia do Manoel,
A casa do carteado,
Que era perto do bordel.
E o cemitério local,
Que era na zona rural,
Fazenda poço de mel.
*
06=VI
Também tinha o quartel,
Quase esqueci de falar.
Que era no final da rua
E no começo era o bar.
Que era onde os fazendeiros,
Moradores e tropeiros,
Gostavam de prosear.
*
07=VII
Falei tanto do lugar,
Quase esqueço o Natalino
Que nasceu ali bem perto
E viveu desde menino.
Limpando mato no eito,
Sem precisar de prefeito,
Pra mandar no seu destino.
*
08=VIII
A fazenda ouro fino,
Que ele herdou dos seus pais.
Tinha açudes e barragens...
Roças e canaviais.
Gado de leite e de corte,
Leste sul, oeste e norte,
Com pasto e com milharais.
*
09=IX
Moradores, serviçais,
Bom engenho e casa boa.
Bons colégios para os filhos,
Roupas finas pra patroa.
Natalino era direito
E nem mesmo com o prefeito,
Ele gostava de loa.
*
10=X
E como qualquer pessoa,
Seja do campo ou cidade.
Que constrói o seu império,
Com ou sem dificuldade.
Quando passa dos setenta,
Entre os amigos lamenta,
Que perdeu a mocidade.
*
11=XI
Natalino na verdade,
Tinha uma obsessão.
Que pra muitos era até,
Falta de educação.
Mas pra ele era normal,
E já era habitual,
Urinar sempre no oitão.
*
12=XII
O contato com o chão,
Pra quem sempre foi pacato.
Que lidou com gado e gente,
Sem requinte ou fino trato.
Fez com que o fazendeiro,
Não gostasse de banheiro
e optasse pelo mato.
*
13=XIII
Seu Natalino de fato,
Era homem respeitado.
Seja entre os fazendeiros,
Vizinhos do povoado.
Em toda a zona rural,
Da cidade a capital
E até mesmo no estado.
*
14=XIV
Mas como era acostumado,
A não usar o banheiro.
Quando ia pra cidade,
Tinha que voltar ligeiro.
Pois se sentisse vontade,
De alguma necessidade,
Tinham como baderneiro.
*
15=XV
Certo dia o fazendeiro,
Tomou umas no bordel.
Bebeu tanto que esqueceu,
Daquela cisma cruel.
E quando veio a vontade,
De fazer necessidade,
Não deu pra ir ao vergel.
*
16=XVI
Parou perto do quartel,
Porque já não aguentava.
Foi pro oitão de uma casa,
Nem olhou se alguém te olhava.
Urinou bem sossegado
E nem viu que o delegado,
Lá do quartel lhe espreitava.
*
17=XVII
Voltou para onde estava,
Com os amigos no barzinho.
Respirando aliviado,
Foi beber mais um pouquinho.
-Enquanto isso o delegado,
Saiu mais que apressado,
Para a casa do vizinho.
*
18=XVIII
Com medo de um desalinho,
Perguntou com muito jeito.
Se ele tinha visto o que:
Por Natalino foi feito.
E o homem disse: que não,
Eu o vi em meu oitão,
Mas nem reparei direito.
*
19=XIX
O delega insatisfeito,
Correu para a prefeitura.
A pé mesmo até porque,
Lá não tinha viatura.
Como o prefeito não estava,
Foi lá onde o tal morava
E contou toda a agrura.
*
20=XX
O defensor da censura,
Que no caso era o prefeito.
Ao ouvir todo o fuxico,
Ficou muito insatisfeito.
E disse pra o delegado...
Natalino é homem honrado,
Mas temos que dar um jeito.
*
21=XXI
É contra as leis, não aceito,
Vou ser desmoralizado.
Mandar prender, eu não posso,
Pois perco o eleitorado.
Pra evitar piores danos,
Temos que traçar uns planos,
Mas com devido cuidado.
*
22=XXII
E chamou o delegado,
Para um particular.
Ordenando ao mesmo que:
Não deixasse se espalhar.
Mas fosse a delegacia,
Baixar uma portaria,
Com multa pra ele pagar.
*
23=XXIII
Vamos ter que exemplar,
Senão o seu Natalino.
Vai nos desmoralizar
E nos chamar de mofino.
Na posição de prefeito,
Esse é o único jeito,
Pra barrar esse malino.
*
24=XXIV
Assim traçaram o destino,
Do fazendeiro mijão.
Com multa de cem reais,
Será feita a punição.
Se acaso ele se alterar
E resolver não pagar,
Pode dar voz de prisão.
*
25=XXV
O delegado babão,
Voltou pra delegacia.
Datilografou um texto,
Prescreveu como devia.
Chamou todos os soldados
E saíram apressados,
Pra onde o homem bebia.
*
26=XXVI
Ao chegar disse: bom dia!
Natalino o respondeu.
E perguntou em seguida,
Diga o que aconteceu?
E o delegado com jeito,
Respondeu, foi um mal feito,
Que há poucas horas se deu.
*
27=XXVII
Natalino estremeceu,
Levantou “chei” de razão.
E perguntou em voz alta,
Diga o que eu fiz cidadão?
E o delegado pançudo,
Leu o texto e disse tudo,
Que ele fez no oitão.
*
28=XXVIII
Posso dar voz de prisão,
Se o senhor se recusar.
A pagar a multa que:
Eu vou ter que aplicar.
A escolha é do senhor,
Mas se avie, por favor,
Não posso me demorar.
*
29=XXIX
E quanto é que eu vou pagar?
Falou com gestos boçais.
Pelo xixi no oitão,
Vai ser só uns cem reais.
Mas se o senhor retornar
Ou resolver defecar,
Vai ser cobrado bem mais.
*
30=XXX
Então me passe essas tais,
Multas que tu tens na mão.
Cinco, dez, quantas tiver...
E faça outro talão.
Que eu já estou me enojando
E hoje eu vou sair mijando,
Em tudo que for oitão.
*
31=XXXI
Pagou sem ter discussão,
Mas exigiu seu direito.
Tirou onda da policia,
Achincalhou o prefeito.
E depois desse ocorrido,
Natalino é conhecido,
- nem com multa teve jeito.
*
Fim
*
04/03/2010
01=I
Seu Natalino nasceu,
No tempo dos coronéis.
Quando o pai levava o filho,
Com ele para os bordeis.
E a boa cachaça vinha,
Não em garrafa ou latinha,
Mas em barris ou tonéis.
*
02=II
Nesse tempo nos quartéis,
Dos pequenos povoados.
Tinha um sargento caduco,
Um cabo e dois soldados,
Que por fugirem de briga,
Só aumentavam a barriga
E pareciam uns cevados.
*
03=III
Todos eram indicados,
Pelo chefe do lugar.
Treinados para dormir,
Comer muito e engordar.
-Se houvesse alguma desordem,
Não iam manter á ordem,
Sem o prefeito mandar.
*
04=IV
A cidade tinha um bar,
Um açougue, uma capela,
Uma pracinha pequena,
Toda na cor amarela.
E uma rua bem comprida,
Que chamavam de avenida,
Mas também só tinha ela.
*
05=V
Tinha a pensão da Estela,
A farmácia do Manoel,
A casa do carteado,
Que era perto do bordel.
E o cemitério local,
Que era na zona rural,
Fazenda poço de mel.
*
06=VI
Também tinha o quartel,
Quase esqueci de falar.
Que era no final da rua
E no começo era o bar.
Que era onde os fazendeiros,
Moradores e tropeiros,
Gostavam de prosear.
*
07=VII
Falei tanto do lugar,
Quase esqueço o Natalino
Que nasceu ali bem perto
E viveu desde menino.
Limpando mato no eito,
Sem precisar de prefeito,
Pra mandar no seu destino.
*
08=VIII
A fazenda ouro fino,
Que ele herdou dos seus pais.
Tinha açudes e barragens...
Roças e canaviais.
Gado de leite e de corte,
Leste sul, oeste e norte,
Com pasto e com milharais.
*
09=IX
Moradores, serviçais,
Bom engenho e casa boa.
Bons colégios para os filhos,
Roupas finas pra patroa.
Natalino era direito
E nem mesmo com o prefeito,
Ele gostava de loa.
*
10=X
E como qualquer pessoa,
Seja do campo ou cidade.
Que constrói o seu império,
Com ou sem dificuldade.
Quando passa dos setenta,
Entre os amigos lamenta,
Que perdeu a mocidade.
*
11=XI
Natalino na verdade,
Tinha uma obsessão.
Que pra muitos era até,
Falta de educação.
Mas pra ele era normal,
E já era habitual,
Urinar sempre no oitão.
*
12=XII
O contato com o chão,
Pra quem sempre foi pacato.
Que lidou com gado e gente,
Sem requinte ou fino trato.
Fez com que o fazendeiro,
Não gostasse de banheiro
e optasse pelo mato.
*
13=XIII
Seu Natalino de fato,
Era homem respeitado.
Seja entre os fazendeiros,
Vizinhos do povoado.
Em toda a zona rural,
Da cidade a capital
E até mesmo no estado.
*
14=XIV
Mas como era acostumado,
A não usar o banheiro.
Quando ia pra cidade,
Tinha que voltar ligeiro.
Pois se sentisse vontade,
De alguma necessidade,
Tinham como baderneiro.
*
15=XV
Certo dia o fazendeiro,
Tomou umas no bordel.
Bebeu tanto que esqueceu,
Daquela cisma cruel.
E quando veio a vontade,
De fazer necessidade,
Não deu pra ir ao vergel.
*
16=XVI
Parou perto do quartel,
Porque já não aguentava.
Foi pro oitão de uma casa,
Nem olhou se alguém te olhava.
Urinou bem sossegado
E nem viu que o delegado,
Lá do quartel lhe espreitava.
*
17=XVII
Voltou para onde estava,
Com os amigos no barzinho.
Respirando aliviado,
Foi beber mais um pouquinho.
-Enquanto isso o delegado,
Saiu mais que apressado,
Para a casa do vizinho.
*
18=XVIII
Com medo de um desalinho,
Perguntou com muito jeito.
Se ele tinha visto o que:
Por Natalino foi feito.
E o homem disse: que não,
Eu o vi em meu oitão,
Mas nem reparei direito.
*
19=XIX
O delega insatisfeito,
Correu para a prefeitura.
A pé mesmo até porque,
Lá não tinha viatura.
Como o prefeito não estava,
Foi lá onde o tal morava
E contou toda a agrura.
*
20=XX
O defensor da censura,
Que no caso era o prefeito.
Ao ouvir todo o fuxico,
Ficou muito insatisfeito.
E disse pra o delegado...
Natalino é homem honrado,
Mas temos que dar um jeito.
*
21=XXI
É contra as leis, não aceito,
Vou ser desmoralizado.
Mandar prender, eu não posso,
Pois perco o eleitorado.
Pra evitar piores danos,
Temos que traçar uns planos,
Mas com devido cuidado.
*
22=XXII
E chamou o delegado,
Para um particular.
Ordenando ao mesmo que:
Não deixasse se espalhar.
Mas fosse a delegacia,
Baixar uma portaria,
Com multa pra ele pagar.
*
23=XXIII
Vamos ter que exemplar,
Senão o seu Natalino.
Vai nos desmoralizar
E nos chamar de mofino.
Na posição de prefeito,
Esse é o único jeito,
Pra barrar esse malino.
*
24=XXIV
Assim traçaram o destino,
Do fazendeiro mijão.
Com multa de cem reais,
Será feita a punição.
Se acaso ele se alterar
E resolver não pagar,
Pode dar voz de prisão.
*
25=XXV
O delegado babão,
Voltou pra delegacia.
Datilografou um texto,
Prescreveu como devia.
Chamou todos os soldados
E saíram apressados,
Pra onde o homem bebia.
*
26=XXVI
Ao chegar disse: bom dia!
Natalino o respondeu.
E perguntou em seguida,
Diga o que aconteceu?
E o delegado com jeito,
Respondeu, foi um mal feito,
Que há poucas horas se deu.
*
27=XXVII
Natalino estremeceu,
Levantou “chei” de razão.
E perguntou em voz alta,
Diga o que eu fiz cidadão?
E o delegado pançudo,
Leu o texto e disse tudo,
Que ele fez no oitão.
*
28=XXVIII
Posso dar voz de prisão,
Se o senhor se recusar.
A pagar a multa que:
Eu vou ter que aplicar.
A escolha é do senhor,
Mas se avie, por favor,
Não posso me demorar.
*
29=XXIX
E quanto é que eu vou pagar?
Falou com gestos boçais.
Pelo xixi no oitão,
Vai ser só uns cem reais.
Mas se o senhor retornar
Ou resolver defecar,
Vai ser cobrado bem mais.
*
30=XXX
Então me passe essas tais,
Multas que tu tens na mão.
Cinco, dez, quantas tiver...
E faça outro talão.
Que eu já estou me enojando
E hoje eu vou sair mijando,
Em tudo que for oitão.
*
31=XXXI
Pagou sem ter discussão,
Mas exigiu seu direito.
Tirou onda da policia,
Achincalhou o prefeito.
E depois desse ocorrido,
Natalino é conhecido,
- nem com multa teve jeito.
*
Fim
*
04/03/2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Liberdade de escolha> Autor: Damião Metamorfose.
*
Extraído de um poema da poetisa: Vitória Sena.
*
Nos caminhos do Destino,
meu destino vou seguindo.
Seguindo vou conhecendo,
conhecendo e descobrindo.
Descobrindo vou crescendo,
conhecendo e aprendendo,
Aprendendo e emergindo.
*
Emergente eu vou subindo
Subindo o que eu não subia.
Transformando o que era pouco,
Tão pouco que eu nem sabia.
Sabendo vou transformando,
Transformando eu vou mudando,
Vou mudando a cada dia.
*
A cada dia a poesia,
A poesia me inflama.
Inflama e me faz crescer,
Crescer consorte a quem ama.
Quem ama busca o melhor,
O melhor não o pior,
Pior é viver sem chama.
*
A chama de quem declama,
Declama o ultimo ato.
O ato de alguém que busca,
a busca sem desacato.
O desacato a si mesmo,
Mesmo quem não vive a esmo,
Esmo que não seja um fato.
*
Um fato é ser abstrato,
Abstrato ignorante.
Ignorante e vazio,
Vazio vil e arrogante.
Arrogância leva ao nada,
O nada é uma escada,
Escada sem diamante.
*
Diamante é tão brilhante,
Tão brilhante e valioso.
Valioso é o saber...
Saber que é duvidoso.
Duvidoso é um ser mesquinho,
Mesquinho é o único caminho,
Caminho largo e rochoso.
*
Rochoso é tão perigoso,
Perigo é se perder.
Perdido não vai voltar,
Voltar sem ver, nada a ver.
Ver o caminho a seguir,
Seguir no erro é ruir,
Ruir em vida é morrer.
*
Morrer pra que se viver,
Viver na direção certa.
Certo que ousou lutar,
Lutar mesmo em hora incerta.
Incerto é uma utopia,
Utópico é ser maioria,
Maioria não liberta.
*
Liberdade é porta aberta,
Aberta e livre do medo.
Medo que as pessoas sentem,
Sentem e guardam segredo.
Segredos que eram guardados,
Guardados e censurados,
Censura gera degredo.
*
Degredo é um arremedo,
Arremedo é imitação.
Imitação é um erro,
O erro é contravenção.
Contravenção eu não faço,
Não faço o uso do braço,
Com braço, abraço um irmão.
*
Um irmão de coração,
De coração, não um polha.
Polha e censura eu não quero,
Quero que plante e que colha.
Colha o ser livre e amigo,
Amigo eu levo comigo,
A liberdade de escolha.
Extraído de um poema da poetisa: Vitória Sena.
*
Nos caminhos do Destino,
meu destino vou seguindo.
Seguindo vou conhecendo,
conhecendo e descobrindo.
Descobrindo vou crescendo,
conhecendo e aprendendo,
Aprendendo e emergindo.
*
Emergente eu vou subindo
Subindo o que eu não subia.
Transformando o que era pouco,
Tão pouco que eu nem sabia.
Sabendo vou transformando,
Transformando eu vou mudando,
Vou mudando a cada dia.
*
A cada dia a poesia,
A poesia me inflama.
Inflama e me faz crescer,
Crescer consorte a quem ama.
Quem ama busca o melhor,
O melhor não o pior,
Pior é viver sem chama.
*
A chama de quem declama,
Declama o ultimo ato.
O ato de alguém que busca,
a busca sem desacato.
O desacato a si mesmo,
Mesmo quem não vive a esmo,
Esmo que não seja um fato.
*
Um fato é ser abstrato,
Abstrato ignorante.
Ignorante e vazio,
Vazio vil e arrogante.
Arrogância leva ao nada,
O nada é uma escada,
Escada sem diamante.
*
Diamante é tão brilhante,
Tão brilhante e valioso.
Valioso é o saber...
Saber que é duvidoso.
Duvidoso é um ser mesquinho,
Mesquinho é o único caminho,
Caminho largo e rochoso.
*
Rochoso é tão perigoso,
Perigo é se perder.
Perdido não vai voltar,
Voltar sem ver, nada a ver.
Ver o caminho a seguir,
Seguir no erro é ruir,
Ruir em vida é morrer.
*
Morrer pra que se viver,
Viver na direção certa.
Certo que ousou lutar,
Lutar mesmo em hora incerta.
Incerto é uma utopia,
Utópico é ser maioria,
Maioria não liberta.
*
Liberdade é porta aberta,
Aberta e livre do medo.
Medo que as pessoas sentem,
Sentem e guardam segredo.
Segredos que eram guardados,
Guardados e censurados,
Censura gera degredo.
*
Degredo é um arremedo,
Arremedo é imitação.
Imitação é um erro,
O erro é contravenção.
Contravenção eu não faço,
Não faço o uso do braço,
Com braço, abraço um irmão.
*
Um irmão de coração,
De coração, não um polha.
Polha e censura eu não quero,
Quero que plante e que colha.
Colha o ser livre e amigo,
Amigo eu levo comigo,
A liberdade de escolha.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Poluição visual> Autor: Damião Metamorfose.

*
Cada dia enxerga menos,
Quem é do campo ou cidade.
Uns por problemas na vista,
Outros por necessidade.
Mas a cegueira real,
É o progresso ilegal
E a tal da modernidade.
*
O verde que era a metade,
Já não é nem dez por cento.
O céu que era azul,
Está sombrio e cinzento.
Serras cobertas por véus
E os prédios arranha-céus,
Rasgando os céus com cimento.
*
Mais raro e pesado o vento,
Carregado em poluente.
Agride os olhos do mundo,
Vai cegando lentamente.
E as chaminés das usinas,
Com inseticida e resinas,
Deixa o planeta mais quente.
*
Com o planeta mais doente,
Quase em fase terminal.
Secam nascentes e rios,
O mar aumentando o sal.
E a cada palmo de chão,
Erguem nova construção,
Sem eira, beira ou quintal.
*
O homem é um animal,
Que para se educar.
Precisa de um professor,
Uma família e um lar.
Porém depois de formado,
Esquece e faz tudo errado,
De forma fútil e vulgar.
*
Errar tentando acertar,
É duas vezes errado.
Do que adianta o saber...
Se o futuro é condenado.
Trocar vidas por dinheiro,
Conquistar o mundo inteiro,
Depois morrer sufocado?
*
Tudo que aqui é plantado,
Um dia será colhido.
Quem só sabe ver seu lado,
É cego em mais de um sentido.
Plante o bem e colha o bem,
Quem tira de quem não tem,
É duas vezes falido.
*
O mundo está exaurido,
Pequeno e enxerga mal.
Prédios, torres e antenas,
Cegueira quase total.
Ver pouco assim não é bom,
Limitado ponto com,
Poluição visual.
*
Fim
*
08/02/2010.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Dois em um> Autor: Damião Metamorfose.

Baseado em um poema da poetisa; Vitória Sena.
*
Vivi... Seguindo o seus passos,
Bebendo as suas bebidas.
Chorando com as suas lágrimas,
Ferindo-me em suas feridas.
Sorrindo com o seu sorriso,
morando em seu paraíso,
Buscando as mesmas saídas.
*
Para unir as nossas vidas,
Alcei vôos contra os ventos.
Invadi os seus espaços...
Lamentei os seus lamentos.
Fiz só minha, as suas dores,
Amores e dissabores...
Sofri com seus sofrimentos.
*
Absorvi seus tormentos.
Sonhei seus sonhos de enganos,
Premeditei seu destino,
Planejei todos seus planos.
Solucionei teus problemas,
Inspirei os seus poemas,
restaurei seus desenganos.
*
Instaurei todos os seus danos,
me embriaguei no seu vinho.
fiz da minha a sua sombra,
Do meu o nosso carinho.
Fiz da sua a minha sina,
Te perdi na minha esquina,
Encontrei-te em meu caminho.
*
Hoje falas com jeitinho,
Que acalma o meu coração.
Dormes e sonhas comigo,
Envolve-me em tua emoção...
Aperta-me junto ao peito,
Conforta-me com teu jeito
E embala em sua canção.
*
Mistura amor e paixão,
Suave enlace de dedos.
Leva-me contigo em sonhos,
Liberta-me dos meus medos.
Encosta o seu corpo ao meu,
Que vibra ao tocar no seu,
Desvendando os meus segredos.
*
Sangue em veias faz torpedos,
Sinto minh’alma atrevida.
Buscando a tua... Que é minha
Iremos os dois pela vida.
Plantando nova semente,
Seremos eternamente,
dois em um, sem despedida.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O poeta> Autor: Damião Metamorfose.
*
Extraído de um poema da poetisa: Vitória Sena.
*
Onde a inspiração reside.
O poeta faz moradas
Onde a alma se divide,
Real e conto de fadas.
Se o seu vôo assim permite,
Mora além do seu limite...
Um só em duas estradas.
*
Revive vidas passadas,
Bebe do seu próprio mel.
Nas ruínas de escombros,
Banha-se em fontes de fel.
E esvazia a sua taça,
Só em um banco de praça
Ou num quarto de bordel.
*
Rabisca em qualquer papel,
Sua vida nua e crua.
Na ausência de conforto,
Céu é teto, luz, é lua.
Faltando-lhe inspiração,
Interrompe a criação
E ignora que foi sua.
*
Joga no lixo ou na rua,
Sua paixão ou desgraça.
Seu sorriso feio e lindo,
Sujo ou limpo, se esvoaça.
E a sua vida sem corte,
Fica exposta a própria sorte,
A ascensão perde a graça.
*
No amor que nunca passa,
Desejo ou obsessão.
Na ternura de um beijo,
No talvez, no sim ou não.
Vivendo em guerra ou em paz,
Sua alma se refaz
E busca a inspiração.
*
No seu canto em oração,
Que causa tanta saudade.
No vermelho do arrebol,
No cinza de uma cidade.
No acaso ou no disperso,
O poeta faz em verso,
Tristeza e felicidade.
*
Na falta de igualdade,
Preconceito e ambição.
No pivete de alma armada,
Que avança e pula o balcão.
De olhos fixos num brinquedo,
Enfrenta o mundo e o medo
e morre sonhando em vão.
*
Pra o poeta a inspiração,
Essa chama que lhe invade.
Vem dos palcos dessa vida,
De ilusão e realidade.
Do sorriso da criança,
Da idade que se avança,
Do inteiro e da metade.
*
Sua maior vaidade,
Que alicerça e dar suporte.
É ter o caminho livre,
Sem carimbo ou passaporte.
Pra compor a sua obra,
Sem precisar de manobra,
Por veto, censura ou corte.
*
O poeta vem do norte,
sul, centro oeste e sudeste.
Da caatinga ou do asfalto,
Sertão, litoral, agreste.
E na essência de tudo...
Ele jamais fica mudo,
Se manifesta e investe.
*
O poeta é inconteste,
A riqueza da mistura.
A poesia é uma porta,
De uma mente sem censura.
Que antecipa a denuncia,
Enriquecendo a pronuncia,
E preservando a cultura.
*
Fim
*
25/01;2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O amor que eu plantei> Autor: Damião Metamorfose.
O amor que eu plantei,
Mesmo sendo a longo prazo.
Não é um amor qualquer,
Nem é amor por acaso.
Um dia em algum lugar,
Eu sei que ele vai vingar,
Em solo profundo ou raso.
*
Não é ouro nem é quartzo,
Nem contem nenhum cifrão.
Por não ser material,
Também não tem ambição.
Pode até ser aprendiz,
Por ter vindo da raiz,
Do fundo do coração.
*
Não é amor de irmão,
De amigo ou parente.
Não sei nem dizer qual é,
Calculando friamente.
Mas posso lhe assegurar,
Que esse amor é singular
E têm mais de um pretendente.
*
Esse amor é a semente,
Que eu colhi no deserto.
Nos tempos que eu vagava,
Sem ter endereço certo.
Amor que sempre busquei,
Mas no dia que encontrei,
Eu fiquei boquiaberto.
*
Não foi por ser mais esperto
Ou menos, que o encontrei.
Nem por ser obstinado,
Pois o porquê eu nem sei.
Eu só sei que esse amor,
Faz-me dar real valor,
Com ele eu me sinto um rei.
*
O amor que eu procurei,
Talvez no lugar errado.
Nunca me deixou sozinho,
Mesmo estando abandonado.
E quando eu me ausentava,
Ele ao longe me sondava,
Sempre esteve do meu lado.
*
Quanto pranto derramado,
Pedidos sem assistência.
Tempo perdido aguardando,
Meu Deus! Quanta paciência.
E hoje aqui frente a frente,
Agradeço e sou clemente,
Por me curar da demência.
*
Maior que a própria existência,
É esse amor que eu tenho.
É carne, é mente e é alma...
E por tudo isso eu venho.
Usar meu dom e dizer,
Que é para o mundo saber,
Que desse amor não desdenho.
*
Por ele eu terei empenho,
Carinho e dedicação.
Vou ser paterno e materno,
Amigo, amante e irmão.
Pra conseguir esse feito,
Se preciso, abro o meu peito
E doou o meu coração.
*
Fim
*
14/01/2010.
Mesmo sendo a longo prazo.
Não é um amor qualquer,
Nem é amor por acaso.
Um dia em algum lugar,
Eu sei que ele vai vingar,
Em solo profundo ou raso.
*
Não é ouro nem é quartzo,
Nem contem nenhum cifrão.
Por não ser material,
Também não tem ambição.
Pode até ser aprendiz,
Por ter vindo da raiz,
Do fundo do coração.
*
Não é amor de irmão,
De amigo ou parente.
Não sei nem dizer qual é,
Calculando friamente.
Mas posso lhe assegurar,
Que esse amor é singular
E têm mais de um pretendente.
*
Esse amor é a semente,
Que eu colhi no deserto.
Nos tempos que eu vagava,
Sem ter endereço certo.
Amor que sempre busquei,
Mas no dia que encontrei,
Eu fiquei boquiaberto.
*
Não foi por ser mais esperto
Ou menos, que o encontrei.
Nem por ser obstinado,
Pois o porquê eu nem sei.
Eu só sei que esse amor,
Faz-me dar real valor,
Com ele eu me sinto um rei.
*
O amor que eu procurei,
Talvez no lugar errado.
Nunca me deixou sozinho,
Mesmo estando abandonado.
E quando eu me ausentava,
Ele ao longe me sondava,
Sempre esteve do meu lado.
*
Quanto pranto derramado,
Pedidos sem assistência.
Tempo perdido aguardando,
Meu Deus! Quanta paciência.
E hoje aqui frente a frente,
Agradeço e sou clemente,
Por me curar da demência.
*
Maior que a própria existência,
É esse amor que eu tenho.
É carne, é mente e é alma...
E por tudo isso eu venho.
Usar meu dom e dizer,
Que é para o mundo saber,
Que desse amor não desdenho.
*
Por ele eu terei empenho,
Carinho e dedicação.
Vou ser paterno e materno,
Amigo, amante e irmão.
Pra conseguir esse feito,
Se preciso, abro o meu peito
E doou o meu coração.
*
Fim
*
14/01/2010.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Te quero>Autor: Damião Metamorfose.
*
Extraído de um poema da poetisa Vitória Sena.
Te quero...És a overdose,
Desse amor viciado.
Que sacia o sangue e deixa,
Meu ser mal acostumado.
*
É meu ar, o alimento,
E tudo o que mais preciso.
Mata a fome e revigora,
Tira-me a roupa e o juízo.
*
Quero-te... Como amante,
Mais que antes, como agora...
És a ponte a poesia,
O arrebol, a aurora.
*
A água que mata a sede,
Lava a alma e mostra nua.
Com a mesma ânsia louca,
Diz-me em sussurros, sou sua.
*
Quem anseia loucamente,
A terra e o paraíso.
Quem brinca no céu da boca
E arranca o melhor sorriso.
E por te querer existo,
Bem conheces minha essência.
Tu provaste e aprovaste,
Transpondo-me a transparência.
*
Me vê com ar de inocência,
Que me abrasa e arrebata.
Com eloquência me doma,
No tempo e hora exata.
*
Te quero ontem e hoje,
Amanhã, eternamente...
Tendo-te... Amando e vivendo
Sempre, inevitavelmente.
*
Te Amo, te Amo e te Amo...
*
(Vi & Da)
Extraído de um poema da poetisa Vitória Sena.
Te quero...És a overdose,
Desse amor viciado.
Que sacia o sangue e deixa,
Meu ser mal acostumado.
*
É meu ar, o alimento,
E tudo o que mais preciso.
Mata a fome e revigora,
Tira-me a roupa e o juízo.
*
Quero-te... Como amante,
Mais que antes, como agora...
És a ponte a poesia,
O arrebol, a aurora.
*
A água que mata a sede,
Lava a alma e mostra nua.
Com a mesma ânsia louca,
Diz-me em sussurros, sou sua.
*
Quem anseia loucamente,
A terra e o paraíso.
Quem brinca no céu da boca
E arranca o melhor sorriso.
E por te querer existo,
Bem conheces minha essência.
Tu provaste e aprovaste,
Transpondo-me a transparência.
*
Me vê com ar de inocência,
Que me abrasa e arrebata.
Com eloquência me doma,
No tempo e hora exata.
*
Te quero ontem e hoje,
Amanhã, eternamente...
Tendo-te... Amando e vivendo
Sempre, inevitavelmente.
*
Te Amo, te Amo e te Amo...
*
(Vi & Da)
domingo, 3 de janeiro de 2010
A vida engolindo a vida, > Autor: Damião Metamorfose.
.jpg)
*
Um do um, dois mil e dez,
Depois de uma bebedeira.
Sentei-me pra descansar,
Na sombra de uma mangueira.
Quando ali vi uma cena,
Quase digna de pena,
Por ser vil e traiçoeira.
*
Do tronco da bananeira,
Eu vi sair um caçote.
Correndo em disparada,
Melhor dizendo: a pinote.
Com três atrás no encalço,
Ali era um pulo em falso
E uma bicada no cangote.
*
Galo, galinha e um frangote,
Corriam atrás do coitado.
E ele no desespero,
Pulava sempre alternado.
Para vê se despistava
ou quem sabe se livrava,
De ser pelos três, bicado.
*
Pulando pra todo lado,
Sem a quem pedir socorro.
Se ele falasse dizia...
“Oh! Vidinha de cachorro”.
Primeiro dia do ano
E se eu não entrar num cano,
É dessa vez que eu morro.
*
Pulando em Z feito um zorro,
Sobre a terra ressequida.
O fôlego se acabando
E ele sem ver uma saída.
-Primeiro dia do ano,
Ou eu entro em algum cano,
Ou eu perco a minha vida.
*
A galinha esbaforida,
Com aquele calor voraz,
Juntamente com o galo,
Foram ficando pra trás.
Mas o fogoso frangote,
Veloz igual um coiote,
Corria com todo gás.
*
Um pulo em falso e... Zás,
Frangote ganha a corrida.
Prende o caçote em seu bico,
Deixando-o sem saída.
E eu ali assistindo
O forte a um fraco engolindo
E a vida engolindo a vida.
*
Fim
03/01/2010.
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