quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Tela poética> Autor: Damião Metamorfose.


_______________________________________________


Eu sempre quis ser pintor,
Pra por mais cor no meu dia.
Por mais que eu tivesse idéias,
Uma sequer não fluía.
Jamais pintei uma rela,
Mas sempre imaginei ela,
Pintada com poesia.
.
A inspiração que me guia,
Assim tão suavemente.
Leva-me para o futuro,
O passado e o presente
Amplia a minha visão,
E na imaginação,
Pinto o mundo em minha frente.
.
Com ela eu simplesmente,
Sou um poeta e pintor.
E a minha tela poética,
Tem vida contraste e cor.
Cada estrofe que assino,
Tem um pouco do menino,
E o adulto sonhador.
.
Com letras eu pinto amor,
Com rimas faço a moldura.
Com a oração e métrica,
Cor e sabor e textura.
Deixo tudo bem dosado,
Passaporte carimbado,
Na viagem da leitura.
.
Eu faço a minha pintura,
Natural e concentrada.
Pautada em fatos reais,
Ou historias inventada.
O meu estro criador,
Deixa a tela com sabor
Pronta pra ser degustada.
.
Nela eu ponho o pó da estrada,
E o suor do meu rosto.
O cricrilar dos insetos,
Os raios de um sol posto.
A lua beijando o mar,
Ai é só misturar,
Tá quase pronto o composto.
.
A mistura estando a gosto,
E a tela bem preparada.
Começo a minha vigem,
Crio a minha própria estrada.
Letra a letra, verso a verso,
Eu pinto o meu universo,
Meu reino ou conto de fada.
.
Na primeira pincelada,
A minha mente incendeia.
O sangue ferve e transborda,
Dilatando vaso e veia.
O meu horizonte cresce,
Esqueço qualquer estresse,
E a minha alma passeia.
.
Vou tecendo a minha teia,
Com oração, rima e métrica.
Pra ficar mais relaxado,
Uso a mecânica cinética.
Vou juntando letra e tinta,
E assim minha mente pinta,
A minha tela poética.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tolerância zero> Autor: Damião Metamorfose.


_____________________________________________


Esse aviso é pra você,
Que é rico ou é plebeu.
Que é crente ou descrente,
Ou simplesmente um ateu.
Que é falso ou verdadeiro,
Discorda do meu roteiro,
Ou pensa assim como eu.
.
Comigo escreveu não leu,
Ou algo assim parecido.
Eu já vou logo isolando,
Não concordo e nem duvido.
Se não jogo, não aposto,
Pra saber o que não gosto,
Deixo bem esclarecido.
.
Mulher que bate em marido,
Homem que bate em mulher.
Nem vou fazer comentários,
Caio fora e se puder.
Eu não passo nem por perto,
Pois se o ditado está certo,
Não vou meter a colher.
.
Pessoas que muito quer,
Mas não quer se esforçar.
Vive sonhando acordado
E vive sem trabalhar.
Se vier pedir conselho,
Mando se olhar no espelho,
Pra poder se enxergar.
.
Quem gosta de perguntar,
O que já está sabendo.
Já tem conceito formado,
Mas quer ficar remoendo.
Acho bom tomar cuidado,
Se não tiver preparado,
Com uma ele sai correndo.
-
Quem vive se maldizendo,
Dando uma de coitado.
Não se encaixa no presente,
Só fala sobre o passado.
Na primeira arisia,
Eu jogo a carroceria,
Não senta nem do meu lado.
.
Caloteiro e descarado,
Se eu pudesse exterminava.
Se dependesse de mim,
Nem o feto se gerava.
Se gerasse não nascia,
Se nascesse não crescia,
-
Se crescesse não vingava.
Gente falsa eu isolava,
Mas nem tudo é como eu quero.
Agora que me conhece,
Já sabe o que não tolero.
Pense antes de falar,
Porque vou continuar,
A ser tolerância zero.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A um passo do final > Autor:Damião Metamorfose.

----------------------------------------------------
Eu sou de um tempo que:
Tudo era bem diferente.
Comparado ao que vejo,
No nosso tempo presente.
Por isso é que vez em quando,
Eu fico me perguntando,
O que vem daqui pra frente?

O povo de antigamente,
Era bem mais fraternal.
As pessoas se falavam,
De forma mais cordial.
Mas o que vejo hoje em dia,
É estresse e correria
E a violência infernal.

Se o homem é racional,
Tem poder pra distinguir.
Sabe que é bem melhor,
Dar perdão do que pedir.
Porque cultiva o rancor,
E em vez de fazer amor,
Usa o amor pra ferir?

A meu ver evoluir,
É algo bem diferente.
Do que eu costumo ver,
Na evolução dessa gente.
Que herdou de Deus a terra,
Mas trocou a paz por guerra,
O sadio por doente.

Cada vez mais decadente,
A cada dia que passa.
Os homens com seus desmandos,
Vivem fazendo devassa.
É o planeta agonizando
E as espécies caminhando,
Para a extinção em massa.

O ar já virou fumaça,
A água está poluída.
Desmataram toda a flora,
A fauna foi destruída.
Assorearam a nascente
E a terra sem nutriente
Germina, mas não tem vida.

Evolução suicida,
Que insiste em andar pra traz.
Gasta o que não tem com guerras,
Ou falso acordo de paz.
Negocia com ateus,
Vende o nome de Deus,
Faz pacto com o satanás.

E enquanto o planeta jaz,
O homem e sua demência.
Anunciam as boas novas,
Em fase de experiência.
Os nobres vendendo almas
E a plebe batendo palmas
Com o fim da sua existência.

Premio Nobel da ciência,
Mais nome a quem já tem nome.
Formas e formulas secreta,
Que o povo rude consome.
Milagres, deuses e seitas,
Mesmo com tantas receitas,
Não tem uma contra a fome?

O que erra não assume,
Quem acerta? Morre cedo.
Não vi, não sei, não conheço,
Louco é quem aponta o dedo.
E o que não ficar calado,
More sem ser revelado,
Morto não conta segredo.

E nesse império do medo,
Esse ser racional.
Destrói a si e as empecíeis,
Na luta material.
Tentando acertar, só erra.
E o nosso planeta, a terra,
A um passo do final.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Atropelando as fases > Autor: Damião Metamorfose.

__________________________________________________________________________________________

Extraído de um poema da poetisa: Vitória Sena.


Acelerando os meus dias,
Procuro me apressar.
Engulo etapas ou tento.
Os meus sonhos sufocar.
Para que nenhum retorno,
Incite-me a sonhar.

Privo-me até de chorar,
Sempre marcha exacerbada.
Vivo atropelando fases,
Alongando a passada.
Acumulando fobias,
Nessa ânsia exasperada.

Buscando o tudo ou o nada,
Esqueço até de sorrir
Pulo as estações da vida,
Evito me seduzir.
E para não me perder,
Esforço-me para emergir.

Às vezes deixo de ir...
Noutras, evito paradas.
Que ficam em meus caminhos,
Cego-me das alvoradas.
Perco o brilho do sol
E das manhas orvalhadas.

Alma e vida desarmadas,
Ensurdece-me em lamento.
E na contramão do tempo,
Confronto-me com o vento.
Pra não cair em ciladas,
Desvio o meu pensamento.

Me esquivo do momento,
Sem me sensibilizar.
Em que a felicidade,
Tenta me fazer voltar,
E ansioso pra vencer,
Eu não consigo parar.

Pra não me ludibriar,
Eu fico indignado.
E não me deixando ver,
Que o meu mundo está travado.
No afã de não me deter,
Eu sigo mais apressado.

Quebro algemas do passado,
Insisto sempre em correr
Mas a pressa momentânea,
Consome todo o meu ser.
Ignorando as paradas,
Que há um novo amanhecer.

Para não retroceder,
Não vejo as flores da estrada.
Nem as curvas do caminho,
Nem a manhã orvalhada.
Que compõem as poesias,
Da minha alma cansada.

E as etapas violadas,
As estrelas que brilharam,
Já não estarão mais lá,
Das minhas mãos escaparam.
e os tesouros que eu nem vi,
Os que viram conquistaram.

Os meus passos longos param
Cansados do caminhar.
Encerando a trajetória,
Sem poder ir ou voltar.
Atropelando a historia,
De quem passa por passar.

Mas eis que o sol a brilhar,
Sobre as manhãs orvalhadas.
Rejuvenescem os meus passos,
Deixando as minhas pegadas.
Pra não passar por passar,
Como tantas alvoradas.

Vitória Sena, by: Damião Metamorfose.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Viagens astrais > Autor: Damião Metamorfose.


________________________________________________________

Os sonhos e os pesadelos,
São os primeiros sinais.
Que nós os seres humanos,
Não somos simples mortais.
E que Deus nos deu e dar,
O poder de viajar,
Por campos celestiais.

Nessas viagens astrais,
A minha alma extravasa.
Viajo o mundo e planetas,
Sem os recursos da NASA.
Voltando ao meu endereço,
Muitas coisas eu esqueço,
Mas nunca erro de casa.

No sonho eu posso ter asa,
Vou a lugares incríveis.
Pouso em planetas distantes,
Até coisas impossíveis.
O que a matéria não faz,
A minha alma é capaz,
De transformar em possíveis.

Decifro os indiscerníveis,
Da minha herança genética.
Transponho a era jurássica,
Retrocedo a cibernética.
Falo ao mundo sem temores,
Sobre os discos voadores,
Que o cético esconde por ética.

Busco a doutrina zetética,
Juntando os meus fragmentos.
Encarno em vidas passadas,
Buscando os conhecimentos.
E antes do amanhecer,
Eu volto ileso ao meu ser,
Mas esqueço alguns momentos.

Meus preceitos e sentimentos,
Mudam as formas de julgar.
Releio o Eclesiastes,
Procurando decifrar.
E a cada noite é assim,
O meu eu foge de mim,
E esquece algo ao voltar.

Transpondo-me a outro lugar,
Reencontro a minha amada.
Reacendemos as chamas,
Fico e a deixo apaixonada.
Mentes e corpos ligados,
E os bons momentos sonhados,
Eu não lembro quase nada.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Pai> Autor: Damião Metamorfose.




___________________________

Pai não é só o que faz,
É o que faz e o que cria.
Acompanha a cada passo,
Tal qual uma estrela guia.
Que zela por sua imagem,
Passando força e coragem,
Segurança e companhia.

Procurando a cada dia,
Ser exemplo e exemplar.
Ensinando o bom caminho,
Exige e sabe doar.
Sendo sempre um escudeiro,
Fiel e bom companheiro,
Dentro ou fora do lar.

Pai é sinônimo de amar,
É fortaleza sem muro.
É braço forte que abraça,
Seu forte e porto seguro.
Coluna que se desdobra,
Divida que não se cobra,
Banco que não cobra juro.

É socorro no apuro,
Lugar seguro é abrigo.
Um amigo a qualquer hora,
Quando se busca um amigo.
É o certo na hora incerta,
Peito, alma e porta aberta,
Pra te livrar do perigo.

Seja moderno ou antigo,
Se for bom e verdadeiro.
É um tesouro na terra,
Te-lo como um companheiro.
Só em falar dar saudade,
A nostalgia me invade,
Chego até sentir seu cheiro.

Seja empresário ou roceiro,
Muita ou pouca paciência.
Analfabeto ou formado,
Pouca ou muita inteligência.
Mas se nos der bom exemplo,
É a pilastra de um templo,
Disso eu tenho ciência.

Quero ter benevolência,
Um bom pai eu quero ser.
Viver perto dos meus filhos,
Dar mais do que pude ter.
Pai é extensão de mãe,
Pros meus filhos eu sou pãe,
Pai e mãe, muito prazer.

Um soldado, “um amigo”, uma medalha. Autor: Damião Metamorfose.

___________________________________________

Quando alguém está no fronte,
Não tem como analisar.
Quem é que está do seu lado,
Ou contra você estar.
Sabe-se do inimigo,
Mas ao lado o seu amigo,
Pode tentar te matar.

Antes de a guerra acabar,
Muitos acordos são feitos.
Muitos soldados são mortos,
Ou quase mortos em seus leitos.
Onde tem uma disputa,
Sempre existe uma má conduta,
Bem armada e com defeitos.

Não se dão por satisfeitos,
Com tantos corpos sem vida.
Por mais que se estude a mente
humana, é desconhecida.
Fraco por forte tem ódio,
e por um lugar no pódio,
O próprio amigo liquida.

Pensando ser a saída,
Mata o melhor companheiro.
Que mais te deu proteção,
Que se doou por inteiro.
E o soldado canalha,
Troca o amigo em medalha,
Ou falso por verdadeiro.

Mas o soldado guerreiro,
Não diz quem puxa o gatilho.
Pede que façam silencio,
Não contem nem pro seu filho.
Quando não suporta as dores,
Dorme livre dos horrores,
Nem tombado perde o brilho.

Aos livrar-se desse atilho,
Recomeça outra batalha.
Sem inimigos, sem fronte,
Longe do amigo canalha.
Mesmo livre do perigo,
Jamais carrega consigo,
A sua ultima medalha.

Mulher, as duas faces.> Autor: Damião Metamorfose.



___________________________________________
Em tudo o que fiz ou faço,
Gosto de ser arrojado.
Tento ser original,
Seja serio ou engraçado.
Por isso é que dessa vez,
Vou descrever pra vocês,
Um assunto delicado.

Gosto de ser criticado,
Elogiado? Também.
A vida tem duas faces,
Boa, ruim, mal e bem.
Jesus cristo e satanás,
Vida, morte, guerra e paz,
Profanação e amém.

Da verdade eu sou refém,
Mas se eu mentir: faz parte.
Faço tudo pra que goste,
Mas se não gostar descarte.
Mas só deve falar mal,
Quem ler até o final,
E não sofrer um enfarte.

Do que adianta essa arte,
Se eu for um bitolado.
Falar sempre a mesma coisa,
Com assunto ultrapassado.
Quem me elogia ou critíca,
Ou quem se identifica,
Deixo aqui meu obrigado.

O que vai ser abordado,
Não é um assunto qualquer.
É sobre uma jóia rara,
De codinome mulher.
O sexo frágil que é forte,
Destruidora e consorte,
Entenda como quiser.

A mulher faz o que quer,
Quando algo lhe apraz.
Faz caranguejo ir pra frente,
Uma cobra andar pra traz.
Só ela povoa a terra,
Começa e termina a guerra,
Ou faz acordo de paz.

Até com o satanás,
A mulher tem seu poder.
Unicamente dotada,
Um ser que gera outro ser.
Ordeira, casta ou vulgar,
É a coluna de um lar,
Mesmo sem aparecer.

Fonte de dor e prazer,
Dona dos sextos sentidos.
Por causa dos seus encantos,
Reinos foram demolidos.
Seu amor causa homicídio,
O desamor suicídio,
E deixa muitos falidos.

Deixa corações partidos,
Desiludido outros tantos.
Viciados decadentes,
Que vivem ébrios e aos prantos.
A mulher manda e desmanda,
Agora mesmo ela manda,
Na verve desses meus cantos.

Não há quem avalie quantos,
A mulher ressuscitou.
Quantos ela fez nascer,
Levou a lona ou matou.
Mas qual o homem que quer,
Viver sem uma mulher?
Se existe alguém, eu não sou.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O pior tipo de gente, autor; Damião Metamorfose.


_____________________________________________________________________________

Nesse mundo tem de tudo,
Alto e baixo branco e preto.
Rico pobre e miserável,
Magro gordo e esqueleto.
Traz e leva, leva e traz,
O que não promete e faz,
E o que vive do prometo.

Quem confia em amuleto,
Ateu protestante e crente.
Assaltante e assassino,
Traficante e delinquente.
O que vive de fuxico,
O pobre metido a rico,
Sábio burro e inteligente.

Mas para ser transparente,
Como água em ribeirão.
Eu vou resumir ao Maximo,
Facilitando a lição.
Vou ser claro e verdadeiro,
Ao falar do caloteiro,
Pra mim o pior ladrão.

É um tipo sem coração,
Não merece nem bom dia.
Primeiro se faz de amigo,
Dar bom préstimo e serventia.
Quando ganha confiança,
Engana idoso e criança,
Só com conversa vazia.

Rouba a sua moradia,
Rouba o que puder roubar.
Rouba a sua consciência,
E o mais que puder levar.
E quando vitima se acorda,
Só resta a vida e uma corda,
Pra mesma se enforcar.

Existe em todo lugar,
Toda classe social.
Dentro e fora de sua casa,
Cidade ou zona rural.
De calça, bermuda ou saia,
Difícil é ter quem não caia,
Na lábia desse animal.

O seu ataque é fatal,
Já chega te desarmando.
Prometendo mundo e fundos,
E um xaveco preparando.
Faz você acreditar,
Que pode e deve emprestar,
O q´ele está precisando.

Ouça o que estou te falando,
Cuidado! Com essa gente.
Abro o olho e se defenda,
De estranho amigo ou parente.
Que longe ou bem perto esteja,
A não ser que você seja,
Caloteiro, inadimplente.

domingo, 9 de agosto de 2009

Nossos momentos, autor; Damião Metamorfose.



O perfume em seus cabelos revela
Que já não é mais aquela
De quando eu te conheci
Você hoje é outra é diferente
Muito mais linda e envolvente
Quase não reconheci

Com você dias lindos eu vivi
Dias que não esqueci
Que marcou a minha vida
E agora que estamos frente a frente
Passado se faz presente
Já não vejo mais partida

Refrão
Veja a vida o que fez com a gente
Veja o mundo conspira a favor
Venha agora me beije e me abrace
Já que estamos face a face
Vamos reviver o amor.

A idade te deixou fortalecida
Muito mais extrovertida
Sua cútis tem mais cor
Já não vejo em seu olhar a tristeza
Sua íris tem beleza
De quem superou a dor

Com o tempo você ganhou mais vigor
Velhos tempos, velho amor.
Trazem a tona os sentimentos
Eu também estou mais revigorado
E o que sobrou do passando
Foram só nossos momentos

Refrão

sábado, 8 de agosto de 2009

O final do rico ou pobre, autor; Damião Metamorfose.



_______________________________________________
Pensei que já tinha escrito,
De tudo que há de novo.
Como coisas que não gosto,
Que gosto e não me comovo.
Sempre evito ser banal,
Mas pra ser original,
Eu entro até num ovo.

Sou um poeta do povo.
Um matuto urbanizado.
Canto terra e animais.
Vegetal vivo e tombado.
O mundo de antigamente,
E o futuro ali em frente,
Que sempre imita o passado.

Eu estou sempre antenado,
Com esse mundo moderno.
O que eu vejo, eu arquivo,
Na mente, book ou caderno.
E quando estou ocioso,
Transformo o que vi, em gozo,
Ou arquivo sempiterno.

Sei que ninguém é eterno.
“Esse é o ponto da questão”
Cada dia é uma luta,
Cada luta, uma missão.
A cada missão cumprida,
Menos um dia de vida,
Que pode ou não ser em vão.

Procuro tirar lição,
Em tudo aquilo que faço.
Usando a inteligência,
Para descansar o braço.
Porque quem não articula,
Antes de velho se anula,
E o nulo é quase o fracasso.

Quando a gente encurta o passo,
Desmorona a fortaleza.
Todo o vigor se acaba,
Com a matéria indefesa.
É a partir dos cinqüenta,
Que a maquina se arrebenta
E o predador vira preza.

Com isso vem a riqueza,
Que o passado acumulou.
Das noites que não dormiu,
Dias que não descansou.
Se o tempo o deu, ele toma,
A decadência é a soma,
Do que se depositou.

Do que você planejou,
Sobrou a velhice ingrata.
Sua vasta cabeleira,
Fica espessa e cor de prata.
Dentes brancos esmaltados,
Hoje estão restaurados,
Com platina, ouro ou lata.

Sua aparência retrata,
Apontando vários fins...
Articulações de ferro,
Cheio de pedras nos rins,
Pé com chumbo acumulado,
O sangue é açucarado
E a coluna tem cupins.

Vivendo momentos ruins,
Relembrando as boas fases...
Seu eco já não ecoa,
O que fala não dá frases,
Abdome virou pança,
E o pouco que come lança,
Um bombardeio de gases.

Se tentar fazer as pazes,
Com a velha juventude.
Só encontra u.t.i.s,
Que seu plano de saúde.
Sua estadia não cobre,
E o final do rico ou pobre,
É no famoso ataúde.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O sol vai voltar, autor; Vitória Sena, by Damião Metamorfose.


________________________________

O sol já está de volta
Ao seu devido lugar
Nosso amor foi sempre assim
Sinal, toque, senha, olhar.
Para o amor nos corações
Continuar a brilhar.

Ainda sinto os vestígios
Inicio, meio e assim.
Outra vez já sei o que...
...Sei o que será de mim.
Mesmo ao tentar resistir
Não tem jeito, eu digo sim.

Ah! Como é bom te sentir
Nesse eclipse lunar
Olhar com os mesmos olhos
O mesmo anglo enxergar
E explodir em um grito
É impossível não te amar.

E eu te amo, eu te amo,
Te amo pela ousadia.
Pelo amor que despertou
o sorriso que me guia
te amo pelas propostas
Humildade e regalia.

Amo a sua companhia
Que tu divide comigo
Pelo gosto pela vida
Que tu segues, que eu sigo.
Pelo aconchego em seus braços
Que traz conforto e abrigo.

Amo-te por me sentir
E por te fazer completa
Por sempre correr no tempo
Com sua alma de atleta
Por me atualizar
Mesmo de forma incorreta.

Amo-te, por ser presente.
Em detalhes da minha vida
Que meus problemas se tornam
Toleráveis com saída
Com formas simples e amáveis,
Humilde e desinibida.

Amo-te e me sinto amado
Amo-te porque me aceita
Como um ser imperfeito.
Que tem a química perfeita
Se o nosso amor nos renova
No fim a gente se ajeita.

Descobre-se todo dia
Um amor que não se prende
Que não cobra, mas descobre,
Que com os erros se aprende,
Defende e está presente
E só para Deus se rende.

Amo-te por enxergar
Bem dentro da sua alma
Que o tempo se faz presente
Que é permitido e sem trauma
Que tudo que o amor permite,
é conseqüência que acalma.

Amo-te porque me ouves
Amo-te por ser chamado
Amo-te porque existe
Lugar sem dor reservado
Onde só o amor existe
Pra quem ama e é amado.

Amo-te porque respiro
Porque me faz respirar
Por ser quem faz ver quem sou
Com essa força de amar
Amo-te por ter mostrado
Que breve o sol vai voltar.



Dedicado a minha alma gêmea, Vitória Sena.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Ausência, autor; Damião Metamorfose.



||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Flor que brota no mais seco deserto
Explosão que inunda e contagia
Calor que nos aquece em noite fria
Mesmo longe nos sentimos tão perto

Quanto mais eu te prendo, mais liberto.
Quanto mais me liberta, mais me prendo.
Se eu tentar te ensinar, sou eu que aprendo.
Se me entende, eu te entendo, estamos certo.

Que um completo é completo e tem metade
Que alicerce de amor é amizade
E a saudade é o sintoma da carência

E a carência tem seus dias contados
Por enquanto esses sonhos são somados
Mais paixão, amizade, amor, ausência.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

O orgulho; autor, Damião Metamorfose.


______________________________________________________________________

O orgulho pode ser ruim,
Quando cega pra verdade,
Quando fere ou anula,
Quando destila maldade,
Quando esnoba um inocente,
Quando bloqueia o presente,
Quando é só uma vaidade.

O orgulho é qualidade,
De pura e rara beleza.
Mas precisa ser usado,
Com cuidado e sutileza.
Senão esse ato nobre,
Trava a vida e deixa pobre,
Perdendo assim a nobreza.

O orgulho é uma fortaleza,
Que nem sempre fortalece.
Também pode ser muralha,
Que quem o tem desconhece.
Que a porta de saída,
Por ele é interrompida,
Se interromper, não cresce.

O orgulho quando envaidece,
Deixa o ser quase imortal.
Ditando as regras das leis,
Do seu mundo pessoal.
Entre objeções e cálculos,
O orgulho cria obstáculos,
A quem não te quer o mal.

O orgulho é algo normal,
Como eu disse, é qualidade.
Mas se usar na dose errada,
Passa a ser futilidade.
Que gera desconfiança,
Assim sendo nada avança,
E impede a oportunidade.

Quem se orgulha da metade,
Jamais consegue o inteiro.
Ou se orgulha em competir,
Sem almejar ser primeiro.
Orgulha-se em ser um atleta,
Que tem por orgulho a meta,
De ser segundo ou terceiro.

Quem se orgulha em ter dinheiro,
Despreza o que não tem.
Tem horas que orgulho é bom,
Mas em outras não convém.
Pelo não ou pelo sim,
Eu me orgulho em ser assim,
Ser humilde me faz bem.

Tente ser assim também,
Deixe o orgulho de lado.
Baixe as armas no presente,
Liberte-se do passado.
Se o futuro é agora,
Orgulhe-se dessa hora,
Seja mais iluminado.

sábado, 25 de julho de 2009

São... do passado Mas existem no presente, autor; Damião Metamorfose.


___________________________________________________

Mulher de pele queimada
Homem sem muita opção
Criança de pés no chão
Semi – alfabetizada
Ambas com mão calejada
Da enxada e o sol quente
Tão jovem e faltando um dente
Mais um sorriso roubado
São paisagens do passado
Mas existem no presente.

Famílias de retirantes
As margens da rodovia
Pá, enxada e mão vazia.
Pede esmola aos viajantes
Acredito que eles antes
Tiveram um lar decente
Falta de chuva ou enchente
Deixou-os desabrigado
São imagens do passado
Mas existem no presente.

Jovens se prostituindo
Masculino e feminino
Apostando em um destino
Que aos poucos vai destruindo
Drogados vivem sorrindo
Com semblante decadente
Morre como delinqüente
Numa vala é enterrado
São noticias do passado
Mas existem no presente.

Os tais direitos humanos,
Desumanos eu diria.
Só defende a maioria,
Dos assassinos tiranos.
Criminosos levianos,
Riem na cara da gente.
Não enxerga um palmo à frente,
Quem faz as leis no senado.
São os erros do passado,
Mas existem no presente.

Classes altas viram médias
Com a queda viram baixas
Mas saem as ruas com faixas
Para políticos comédias
Jornais só vendem tragédias
Tevê fantasia e mente
A policia passa o pente
E inocenta o culpado
São noticias do passado
Mas existem no presente.

É o ano da mudança
Vamos votar com amor
Se eu for o vencedor
Dou trabalho e segurança
Para o idoso ou criança
O jovem e o emergente
Enfim pra toda essa gente
Eu vou trabalhar dobrado
São promessas do passado
Mas existem no presente.

Os ricos assaltam os pobres
Prefeito assalta o estado
O banco é assaltado
E assalta plebes e nobres
Na corrida pelos cobres
Quem for mais inteligente
Ganha para presidente
E o país é saqueado
São assaltos do passado
Mas existem no presente.

Crianças são extorquiras
Dentro da sala de aula
Feito animais nas jaulas
Com medo dos homicidas
E as loterias das vidas
Que vicia o inocente
Professor e dirigente
Ver tudo e fica calado
São mazelas do passado
Mas existem no presente.

Existe o trabalho escravo
Na zona urbana e rural
Fazendas tipo curral
Que colhem trafico e conchavo
O salário é um oitavo
Do mínimo que é vigente
O futuro dessa gente
No presente é violado
São senzalas do passado
Mas existem no presente.

Mãe que abandona o rebento,
Por loucura ou vaidade
Ou que mata por maldade,
Em um ritual sangrento.
O sistema cego e lento,
De tudo isso é ciente.
Mas age incoerente,
Sem sequer olhar pro lado.
São barbarias do passado,
Mas existem no presente.

A fila nos hospitais,
Chega a dobrar quarteirões.
Maus tratos, humilhações,
Cidadãos viram animais.
Seja sertão, centro ou cais,
Desse país continente.
Só atendem o paciente,
Quando está desenganado.
São descasos do passado,
Mas existem no presente.

Mestres em pedofilia,
Aliciando crianças.
Roubando-lhe as esperanças,
De ser feliz algum dia.
Eu usei a poesia,
Para ser mais coerente.
Leia os escritos e comente,
Passe a frente esse recado.
Denunciando o passado,
Que insiste em ser presente.

sábado, 18 de julho de 2009

Nosso canto, autor; Damião metamorfose.


_________________________________________________________________________

Pra ficar mais florido o nosso canto
Quando o canto brotou dentro de mim
Em um canto qualquer fiz um jardim
E reguei com meu canto o canto santo

Quando ouviste o meu canto com encanto
O seu canto que era um canto ausente
Escutou o meu canto e no presente
Esse canto é fecundo e não tem pranto

Hoje eu canto invocando o canto seu
Você canta ao ouvir o canto meu
Nosso canto é jardim, botão e flor.

Porque o canto que eu canto você canta
E os dois cantos que regam a nossa planta
Já foi canto de dor, hoje é de amor.

Ódio e amor, dois mundos sem órbita, autor; Damião Metamorfose.



______________________________________________________________________________

Os dois mundos caíram e nenhum viu
Mas feliz um viu só do outro, a queda.
Quando não se quer ver a vista veda
E um se fere pensando que feriu

Se o perdão foi negado a quem pediu
Assim sendo o errado virou certo
E os dois mundos que giraram tão perto
Sem a órbita um ao outro colidiu

Nesse ganha ou perde, perde e ganha.
O mais frágil, indefeso, sempre apanha.
Cada um tem seu saldo devedor

Em defesa das ruínas de um castelo
No final se confrontam eu um duelo
Numa guerra mesquinha de ódio, amor.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ave mulher, autor; Damião Metamorfose.


________________________________________________________________________

Ave que ama
Que ouve e que chama
Que nada e que voa
Raiz e semente
Coração e mente
Culpada, inocente,
Condena e perdoa.

Que é trave e enclave
Casa, porta e chave.
Que sabe o que quer
Feliz, infeliz,
Que é réu e juiz.
E tudo o que quis,
Foi ser simples mulher.

Que liberta e prende
Que vence e se rende
Que é nobre e rapina
Real, fantasia,
Que é noite e é dia.
Que é ave Maria,
Mulher e menina.

Ave que é atleta
Que é ave e poeta
Bem mais se puder
Que é casta e escoria
Fracasso e glória
que é ave Vitória
Que é ave mulher.


Te amo...

A missão, autor; Damião Metamorfose.


_________________________________________________________________________________

Eu sinto a felicidade
No abraço aconchegante
Num sorriso cativante
No ato de caridade
No oxigênio que invade
As vias do meu pulmão
No pulsar de um coração
Na reta e no labirinto
A felicidade eu sinto
Em um aperto de mão.

Na fome que pede um pão
No pão que sacia a fome
Na fé que invoca um nome
No corpo curvado ao chão
Na humilde recepção
Na sombra de uma latada
Sem mobília requintada
Mas com um prazer tamanho
Eu sou feliz com o banho
Que deixa a alma lavada.

Na criança lambuzada
Com sorvete ou chocolate
Mas que chora em disparate
Por não estar saciada
Não troco isso por nada
Paro qualquer compromisso
Infeliz quem é omisso
Ou torna o mundo infeliz
O simples me faz feliz
Porque sou feliz com isso.

Faço da vida um cortiço
Minha família é o favo
Se alguém me trava eu destravo
Se a chama apaga, eu atiço.
Mantenho aceso esse viço
Tenho essa necessidade
Jamais busquei vaidade
Ser feliz é minha meta
Sou feliz por ser poeta
Que sente a felicidade

Deus me deu habilidade
De ver no feio o belo
Por isso vivo em duelo
Em defesa da verdade
Se eu sinto a felicidade
Nesse retorno a mãe terra
Minha missão só se encerra
Quando eu te convencer
Que ser feliz é viver
Pregando a paz, não a guerra.


Paz não deseje, pratique.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Perfeição, a conta do tempo, autor; Damião Metamorfose.


______________________________________________________________________________

Comecei essa jornada
Quando não tinha nem rugas
Muita lagrima derramada
E gastei minhas belugas

Eu era mocinho ainda
Mas resolvi procurar
A mulher perfeita e linda
Sem nada mais lhe faltar

Procurei uma direta
Perfeita até no andar
Dessas que quando se deita
Deixa um perfume no ar

Para a missão começar
Inúmeras eu conheci
Muitas ensinei amar
E com outras aprendi

Das mais diversas maneiras
Idade, idéias e cores.
Gostos, requintes, besteiras.
Forma formula e odores.

Dos mais diversos sabores
Loucas, lúcidas e safadas.
De muito e poucos valores
Ou simplesmente taradas

Mas como sou incansável
Até com mulher vazia
Nessa busca interminável
Também gastei energia

Anos e anos passaram
E a mulher passou por mim
Mas os meus olhos cegaram
Disse o não ouvindo um sim

Buscar essa perfeição
Foi atitude imperfeita
Só encontrei solidão
Desilusão e suspeita

Não existe perfeição
Somos todos imperfeitos
Hoje em minha opinião
Que bom que temos defeitos

O importante é amar
O importante é sentir
Chorar se for pra chorar,
Sofrer, sonhar ou sorrir.

Com tempo e tombo aprendi
Que sou cheio de defeito
Morri mil vezes e vivi
Pra chegar nesse conceito

Que existe o amor eterno
E resiste ao contratempo
Que um dia em tempo moderno
Pagava a conta do tempo

Hoje eu tenho tantas almas
E uma está regressando
Em busca das horas calmas
Que o tempo está me cobrando

Tenho saudades de quando
Eu te desenhei em cena
Hoje só sei rabiscando
Com a mais moderna pena

Tanto tempo vale a pena
E o tempo está conspirando
Se peça a peça se engrena
Aguarde-me, estou voltando.

O tempo passa voando
Segure a sua imperfeita
Ame sorrindo ou chorando
E repasse essa receita.

Vitória Sena, by; Damião Metamorfose.