sexta-feira, 16 de março de 2012

Coisas ultrapassadas* Autor: Damião Metamorfose.

Foto extraída no Google

*
Convido o caro leitor
Pra ler esta poesia.
Que no meu leigo conceito,
É importante eu diria.
Sobre coisas muito usadas
Que estão ultrapassadas
Hoje em nosso dia-a-dia!
*
O pinico, quem diria
Hoje em dia é démodé.
Ele que foi tão usado
Por meus pais, eu e você...
Com vergonha até do nome,
Quase ninguém mais consome,
Podem me dizer: por quê?
*
Papa-papa figo era um auê
Que assustava muita gente.
E os pais diziam que ele
Tirava o fígado da gente.
Hoje se eu for contar,
Meus filhos vão perguntar,
Pai o senhor tá doente?
*
Arroto choco, quem sente
Ou quem é que ouviu falar?
Pois no meu tempo existia
Em tudo o quando é lugar.
A geladeira chegou
E o arroto se acabou,
Hoje é fútil comentar!
*
Porta de  ipê, jatobá
Maçaranduba e outras mais.
Breve serão proibidas
E ficam as industriais.
De vidro, alumínio e ferro,
São ecológicas, não erro
Duram e são mais atuais!
*
Chá de cocô de animais,
Flor de toco quase morro.
Essa flor pra quem não sabe,
É o cocô do cachorro.
Se alguém trouxesse hoje em dia
Pra mim, essa iguaria,
Acho que eu dava um esporro!
*
Hoje em dia não se tem
Os santos na sala exposto.
E o costume de rezar,
Ave Maria, ao sol posto.
Nem se toma mais: “a bença”!
Pra muito isso é ofensa...
Virou coisa de mau gosto!
*
E quem sonegava imposto
Nem sempre era encontrado.
Com o sistema digital,
É melhor tomar cuidado.
E quem tentar sonegar,
O fisco vai encontrar
E acaba trancafiado!
*
Ter um cavalo arreado,
Era ter bens materiais.
Significava poder,
Status entre os demais.
Hoje quem é abastado
Tem moto e carro importado...
Cavalo? Ninguém quer mais!
*
Nos antigos carnavais
Tocavam frevo e marchinha.
No Maximo, quando inovavam,
Cantavam uma modinha.
Hoje pra quem inda brinca,
Tem que ouvir o: infinca...
Meu Deus do céu, que letrinha!
*
Chamar a mulher de santinha
Era um jeito carinhoso.
Com sotaque nordestino,
Ficava bem mais meloso.
Hoje até mesmo a mais bela
Quer que a chame é de cadela...
 Ser romântico é pegajoso!
*
Chamar satã de tinhoso,
Por ter medo do pecado.
Se confessar todo mês
Pedir pra ser perdoado.
Nesses dias atuais
Isso são coisas banais
Pra quem é ultrapassado!
*
Fim.

sábado, 10 de março de 2012

Um petisco de um desafio de: Damião Metamorfose(D.M) & Jozias Umbelino(J.U).




  
J. U
*
Acabei de avistar Rose
Respeitada profetiza
Ela disse "meu poeta
Teu verso é uma baliza
Tu vai bater nesse Meta
E vai ser grande essa pisa"
*
D.M
*
Eu acho que não precisa
dizer nada ao senhor.
É só olhar o histórico
pra vê quem tem mais teor.
Que de cara já se sabe
Quem aqui é o vencedor!
*
J.U
Com certeza o perdedor
É você Metamorfose
Ou você tomou cachaça
Para mais de uma dose
Ou você é adoidado
Padecendo em Psicose
*
D,M
Pode morrer de cirrose,
Cheirar cana, beber cola...
Que eu com um beribau
bato em você, com viola.
Se depender dessa arte
comece a pedir esmola!
*
J.U
Vá tecer sua graçola
Lá onde você nasceu
Pois aqui no desafio
Tá sem jeito e tu perdeu
Faça igual Paulo Brasil
De tanto medo correu
*
D,M
Saiu Paulo e entrei Eu
Para arrochar sua sia.
Apertar o seu cabresto
e esporar sua "viria"
Sem usar nenhum só braço,
Vou bater só com poesia!
*
J.U
Tem que ter sabedoria
E também muito cuidado
Pra você ganhar de mim
Precisa ser graduado
Saber muita informação
Ser um mestre diplomado

D.M
Qualquer um abilolado,
tantã ou doido de pedra...
Ganha desse seu mestrado
que esquece o que sabe e medra.
Poeta nasce sabido...
não precisa ser cátedra
*
J.U
Sou doce igual nemedra
Amargo como absinto
Quem provoca o meu sossego
E acende o meu instinto
Corre o riso de morrer
E da terra ser extinto.
*
D,M
Seja galo, frango, pinto,
ou galinha carijó...
Se ciscar no meu terreiro
e insultar meu gogó.
Garanto, enquanto eu for vivo
Não deixo Ele cantar só!
*
Fim.

sexta-feira, 9 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Comidas... Autor: Damião Metamorfose.


*
Foto extraída do Google.
*
Eu já comi tapioca,
Beiju passado no caco.
Pão com cabelos de barba,
Da cabeça e do sovaco.
Eu sou um sobrevivente
Parecido com macaco!
*
Comida é o meu ponto fraco,
Por ela eu tenho paixão.
Quanto mais como mais quero,
Mas tenho preocupação.
Para não vira um gordo,
Como com moderação!
*
Uma casa sem fogão,
Pode ter cama e ter porta,
Quarto, sala, área e pátio...
Toda em nível, nada torta.
Mas sem fogão, sem comida,
Pra mim é uma casa morta!
*
Na comida o que me importa,
É que seja fria a sal.
Eu encaro qualquer uma
No horário habitual.
À noite não, sou mais frutas,
Não engorda e nem faz mal!
*
Peixe a moda pantanal
Ou assadinho na grelha.
Eu como até sem mistura,
E nem mexo a sobrancelha.
Sozinho ou acompanhado,
Para mim não tem parelha.
*
Um peixe assado na telha
Ou palha de bananeira.
Com feijão e arroz branco
Bem a moda brasileira.
Eu como sem perguntar
Quem foi essa cozinheira?
*
Mocotó com macaxeira,
Qualquer dia da semana.
Um pirão bem temperado,
Limão com caldo de cana.
Eu como e ainda gasto
Só um pouquinho de grana!
*
Um virado com banana
Tutu torresmo e coentro...
Eu começo nas beiradas
Desço até chegar ao centro.
Se o pra for muito fundo
Eu entro e como lá dentro!
*
Sendo boa eu chego e entro
Sendo ruim como calado.
Sendo sem sal, dou um jeito...
E deixo bem temperado.
Só não gosto de comer,
Quente demais ou salgado!
*
O pobre come o que pode
E come mais que o rico.
Mistura mel com cuscuz,
Mocotó com grão de bico...
Come até se fartar
No prato não fica um tico!
*
Do luxo eu abdico
Qualquer lugar eu me ajeito.
Tanto faz ser à la carte,
No balcão ou prato feito...
Rodízio é de bom tamanho,
Quentinha eu também aceito!
*
É comida? Eu não rejeito,
Tem sal a gosto? Se come.
Não importa um prato ou cuia...
E a forma que se consome.
Em casa é o melhor lugar,
Melhor tempero é a fome!
*
Acho lindo até o nome
Sempre fui fã de comida
Sendo magro ou meio gordo,
Sem ultrapassar medida.
Eu não vivo pra comer
Como pra viver a vida!
*
Carne assada ou cozida,
Com farofa suculenta.
Um pirão de peixe ovado,
Pra quem gosta, com pimenta.
Arroz, feijão, farinha,
Batata doce e polenta...
*
Caviar ninguém aguenta,
Só tem fama, dá secura.
Sou mais a ova cozida,
Um pirão como mistura.
Água gelada ou de pote
E um naco de rapadura!
*
Já comi resina pura
De catingueira e angico...
Para mim tendo comida
Eu sinto-me um homem rico.
Acho que em outra encarnação
Eu fui um macaco ou mico...
*
Quando o almoço atrasa eu fico
Pê da vida, arretado.
Pois eu tenho a hora certa
E o intestino educado.
E não gosto quando atraso,
Pois eu fico esfomeado!
*
Acho que dei meu recado
Em homenagem a comida.
Comer é o maior prazer
Na vida, você duvida?
Viver é comer beber
O resto é gozar a vida!
*
Fim.

quinta-feira, 1 de março de 2012

A vida * Autor Damião Metamorfose.


*
Como Poeta escritor,
De quase tudo abordei.
Narrei verdades, mentiras,
histórias que eu inventei,
Falei que a morte era amiga
E agora nessa cantiga
Da vida é que falarei!
*
Se Deus quiser viverei
Noventa anos ou mais...
Quem sabe até somar junto
A idade dos meus pais.
E mesmo assim aprendiz,
De preferência feliz,
Sem viver dias iguais!
*
Quem vive os sonhos reais
Mesmo o que sonha acordado.
Vive melhor e um dia
Tem seu sonho realizado.
Quem vive e não sonha mais,
É um navio sem cais,
Um carro velho quebrado...
*
Cabelo branco ou falhado
Careca se for o caso.
Enquanto houver a vida,
A morte eu vou pedir prazo.
E pra ela me atender
Eu vou procurar viver
Correto, não ao acaso!
*
A vida nunca é descaso
Em tudo o quanto é lugar.
Tem vida encima da terra,
Embaixo dela e do mar.
No espaço sideral
Tem vida até animal...
Vida é viver e sonhar!
*
Viver é poder fincar
O alicerce no presente.
É não ter tanta ambição
De só querer ir à frente.
Viver hoje é uma arte,
Sonhar é um caso a parte,
Vivo e sonho independente!
*
Já fui quase um delinquente,
Hoje eu recebo aluguel.
Já li Cordel emprestado,
Hoje eu que faço Cordel.
Comparando a minha vida,
E essa estrada percorrida...
Eu passei do fel pra o mel!
*
Cada um tem seu papel,
É um jogo de certa forma.
Tem regras a ser seguidas,
Ética, conceito e norma...
Pra quem não sabe jogar,
Não há sorte e nem azar,
Esse ou muda ou se conforma!
*
Eu faço a minha reforma
E escolho a forma de vida
Que eu pretendo viver
Antes da minha partida.
Fugindo dos precipícios
Eu abandonei meus vícios,
Pra não morrer suicida!
*
A NASA está convencida,
Que no espaço sideral
Existe vida... e em marte
Teve água e vegetal...
Podem soar as cornetas,
Há vida em outros planetas,
Et Cetera coisa e tal!
*
Muitos negam ou dão aval,
Outros procuram por ela.
O certo que é bom viver,
Mais certo é que a vida é bela.
A vida é pra ser vivida,
Em todo canto tem vida,
Morro correndo atrás dela!
*
Já fui hippie e na esparrela
Via a vida de outro jeito.
Tudo no amor e paz,
Valeu meu irmão, perfeito...
Hoje sou pai e casado,
Continuo sossegado,
Com paz e amor no peito!
*
Ter fé, esse é o meu conceito
E em nada sou fanático.
Da tragédia eu faço humor
Sem susto, não sou dramático.
Gosto das coisas da vida,
Se possível dividida,
Pois sou muito matemático!
*
Aprendi a ser simpático
E agradecer a Deus.
Por tudo o que acontece
Na minha vida, e os meus
Problemas sem solução,
Eu resolvo-os no colchão
E ainda ajudo nos “seus”
*
Vida é ser tu, eles, eus...
É amar e ser amado,
É ter um objetivo,
É ter caminho traçado,
É ter um barco e um porto,
É ter um lar e conforto,
É ter um caixão lacrado...
*
Vida é viver reservado,
Em família e com amor...
Com exercícios saudáveis
Boa forma e bom humor.
Fraternidade e respeito...
Quem vive assim desse jeito,
É digno do meu “louvor”
*
Eu vivo a vida a compor
Cordel, que me interessa.
Quando não dá, paciência,
A pressa sempre me estressa.
Se o bom da vida é viver,
Sem pressa para morrer,
Faço amanhã, pra que pressa?
*
A boa vida é essa
Que a vida me apresenta.
Trabalho, paz e saúde...
Mesmo sendo barulhenta.
Mas é a vida que eu quero,
Por isso não desespero,
Nem a deixo ser sedenta!
*
Dizem que é aos quarenta
Que a nossa vida começa.
Porém eu disse e repito,
Vou devagar e sem pressa.
Vou vivendo a cada dia,
Brincando com poesia
Que pra mim é bom à beça!
*
Não viva a vida avessa,
Tenha atos e atitude.
Um ato sendo impensado,
Leva um ao ataúde.
Por isso é bom se cuidar
Ter bons atos, praticar
Atos que leves a saúde...
*
Do sábio ao leigo e ao rude...
Nesta vida tudo.
Já paguei caro pra vê
Coisas que já não me iludo.
Também já fui obrigado
A ter cabelo cortado
E hoje sou cabeludo!
*
Todos os dias eu mudo,
Mudo pra frente ou pro lado,
Mudo o estado de espírito,
O País ou o Estado,
Mudo de casa e cidade...
Só a personalidade
Não mudo, é caso isolado!
*
A Deus eu digo obrigado!
Por toda a vida vivida.
Vivo um dia após o outro
Sem magoas se for sofrida.
O que eu tenho é emprestado
E um dia será tomado,
Até mesmo a minha vida!
*
Fim.








segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Última parte do meu desafio com o poeta Manoel Cavalcante



D.M
Nesse caso regule seu hissope
Se segure em dez que quero ver
Se não sabe procure aprender
Mas cuidado senão seu estro entope
Perca noites de sono ou se dope
Que o mel ta virando rapadura
Bote lenha aumente a fervura
Vire boi pra puxar esse mancal
Ou franguinho que cisca no quintal
Onde o galo domina sem censura.
*
M.C
Eu não sei se você vai ter gordura
Pra queimar aqui nessa nossa rinha
Se seu peixe tem escama e espinha
Pra aguentar meu rio de literatura.
O seu corpo já vai pra sepultura
E sua fama já se curva aos meus pés
Quando bato em você não tem revés
Leia mais sobre rima toante e consoante
Estude a métrica,será importante
Para você escrever estrofe em dez.
*
D.M
Repentista ou poeta de cordéis
Já conhece meu nome, minha arte.
Rio grande, Brasil, em toda parte.
Meus escritos tem origens fieis
Não me curvo pra certos pangarés
Que não sabe fazer nem uma trova
Faz um verso a cada lua nova
Mas se acha que é bicho papão
Quem conhece o poeta Damião
Bebe água na fonte e se renova.
*
M.C
Eu não temo Ivanildo Vilanova
A dinastia Batista ou dos Bandeira
Jó Patriota ou Romano do Teixeira
Têm medo, que aprodecem lá na cova.
Na sextilha, na décima ou na trova
Te bati como bate num jumento.
Mas se você acertasse dois por cento
Na sua estrofe, quase decassilábica
Não precisaria vacina antirrábica
Pra curar esse vício tão nojento.
*
D.M
Se defuntos te servem de alento
Parabéns é seu jeito eu aceito.
Já tentei te ensinar mais não tem jeito
Continue desse jeito, fraco e lento.
O seu jeito é sem jeito, eu lamento.
Faça assim desse jeito meu poeta
O seu jeito qualquer poeta veta
Não tem jeito ensinar a quem não quer
Continue do seu jeito se quiser
Boa sorte alcance a sua meta.
*
M.C
O meu jeito é de métrica correta
E de rima perfeita na fonética
Eu já pedi que conserte sua métrica
E vai ser essa agora a minha meta
Se eu conseguir transformá-lo num poeta
Serei um rei por ter chegado a esse feito
Se você fizer um verso perfeito
Beira-mar será santo em vez de réu
O papa dançará o funk do crew,
Marcola ganhará para prefeito.
*
D.M
Nem Marcola nem tu serás eleito
Com estrofe mal feita em festival
Ninguém vai recitar em um sarau
Um poema quadrado e com defeito
Sua mente tem livros, mais seu peito.
Ta exausto de tanto tomar vaia
Não consegue contrato nem de aia
Por não ter dom poético nem ter verve
Estudar, estudar, pra que te serve?
Se versar nunca foi a sua praia.
*
M.C
Onde danado você viu ou encontrou "aia"?
E esse "versar" existe em que glosário?
Versejar como tem no dicionário
Faça o verso e da gramática não saia
A sua estrofe cheia de maracutaia
É tão feia que me deixa incabulado
Se perguntou porque tenho estudado
Não te escondo, pois tenho jogo aberto
É pra tentar fazer um verso certo
E corrigir quem não quer está errado.
*
D.M
Aia é camareira ou pau mandado
E versar, por em verso ou versejar.
Se a gramática não pode te explicar
Vá ao google ou Aurélio, seu tapado.
Wikipédia também dar resultado
Ou pergunte a qualquer analfabeto
Muito pobre é o seu rico dialeto
Muito rica é a sua idiotice
Se tu vai se formar em basbaquice
Não precisa estudar eis um completo.
*
M.C
Só se for o Aurélio da Varzinha
Quanto ao google, lá tem qualquer tolice
Você estuda só beradeirice
Que não está se quer na minha linha
Compre logo cachaça e a galinha
Tome uma e vá vender cordel na feira
Só recite Romano do Teixeira
Ou as Loucuras que dizia Zé bedeu
Pois se tu recitar um verso seu
Todos vão gritar: -Mas que besteiraaa.
*
D.M
Faça o mesmo e se cure da cegueira
De pensar que seu verso é campeão
Volte a ser poetinha de balcão
Se vacine e desfile de coleira
E se acaso pensar que é brincadeira
Faça um teste na rua e não aposte
Se na escola que estudas tem quem goste
É porque só conhecem porcaria
Qualquer doido que entende cantoria
Dar conselhos que pare ou se encoste.
*
M.C
Você vive assistindo muito Lost
Pois se perde a cada estrofe que escreve
Se pagar as estrofes que me deve
Eu posso até deixar que você poste.
Não espero nem que você resposte
E por isso não vou lhe perguntar
Eu não desejo aqui te envergonhar
Nem tampoco te ver dando mancada
Mas, imagino a minha gargalhada
E o grande mico que você ia passar.
*
D.M
Você pense o que bem quiser pensar
E sorria pra não viver chorando
Só não pode pensar que está mandando
Na peleja ou só canta sem errar
Sua estrofe é tão pobre e tão vulgar
Tanto estudo pra tanta insensatez
Sem falar que só faz uma por mês
E igual um anzol sai sempre torta
O seu estro habita em mente morta
Do seu tipo eu enfrento dez por vez
*
M.C
Não sou rico como tú que é burguês,
Pois todo site que olha se intromete
E se você pagar minha internet
Eu postarei até em árabe ou inglês.
Mas como sempre a razão é do freguês
Eu postarei com muito mais frequência
Porém, se quer medir inteligência
Cante tudo que souber na sua escola
Faça a promessa pra a santa da viola
Pode deixar que escolho a penitência.
*
D.M
Se o amigo se encontra na falência,
Mude a arte os projetos e a escola.
Abandone a profissão da viola,
Faça algo que dê independência.
Saia desse marasmo, essa demência,
De viver dependendo de pensão.
Se espelhe no que fez Damião,
Que com seus dezesseis ganhou o mundo.
Não me taxe de burguês vagabundo,
Que eu trabalho e sou digno na missão.
*
M.C
Pare logo com toda sua ilusão
Pois jamais irei parar de escrever
E se estudo, é para me precaver
Pra não morrer burro como Damião
Não vou sair sem nenhuma direção
Para apanhar da vida como louco
Sua vida é de tortura e de sufoco
Mas, eu em busca de meu porto seguro
Sem tempo estou querendo meu futuro
Perdi meu tempo,achando o tempo pouco.
*
D.M
Análise como o seu verso é oco,
Inda pouco me chamou de burguês.
Lamentou por postar uma por mês,
Mas agora diz que estou no sufoco.
Ou você é tapado ou está choco,
Pra esquecer o que disse e desdizer.
Só um cego ou demente que não ver,
Que você é um zero em cantoria.
Jogue fora o que sabe em teoria,
Seja humilde e comece a aprender
*
M.C
Mas como posso contigo aprender?
Se diz análise em vez de analise
E se eu medir todo e qualquer deslize
Tu não vais ter lugar pra se esconder
Eu já tentei, mas não vou enlouquecer
Tentando ensinar, a anta sem cabeça
Dou um recado, daqui desapareça
Vá aprender rima e métrica no jazigo
Já que insistes em não aprender comigo
Ou então mude, se recicle, pense e cresça.
*
D.M
Se você pensa assim peço que esqueça.
Vou ficar faça verão ou inverno
Nesse caso isso aqui vai ser eterno
A não ser que um de nós dois faleça
É uma pena que o nível aqui só desça
Pois por mim essa nossa cantoria
Era pura cultura em poesia
Pra ficar registrado paço a paço
Que na vida não é na lei do braço
Que as pessoas demonstram galhardia.
*
M.C
Como quer cultura ou até poesia
Se seu passo escreve com cedilha?
Esse meu repente não te humilha
Só te ensina para que aprenda um dia.
Mas se sua cabeça não for fria
E mais humilde para ver onde errou
Vai ver que eu no cordel aqui estou
Pra mostrar os caminhos da cultura
E ensinar a você, cabeça dura
Mas o que digo, nunca em você entrou.
*
D.M
Assumir o meu erro eu sempre vou
Admito e sentido é incorreto
Mas cantado o meu verso está completo
Se humilde é ser isso? Então falhou.
Lembre as vezes que um erro tu postou
E o que fiz foi tentar te avisar
Mas se diz que não quer me humilhar
Te aconselho a seguir outro caminho
Pois seu ato clemente é tão mesquinho
Que essa estrofe nem dar pra comentar.
*
M.C
Cedo, seda me fez atrapalhar
Mas, conheço os signos do zodíaco
Sua estrofe de cunho hiponcrondríaco
É Funesta, como hitle ou baltazar.
Seu zigomático não vai aguentar
O produto, massa e aceleração
Suas trabéculas não têm mais tração
Seus axônios estão sem Mielina
Ser Catedrático é esta minha sina
Se você for, demonstre caro irmão.
*
D.M
Sua estrofe é mais uma aberração
Recheada de erros e “arisia”
Hiponcrondíaco se vem de hipocondria
Nunca vi nem conheço essa alusão
Sou nativo das roças do sertão
Pouco estudo, mas sei me expressar.
Se acaso tentou me encurralar
Foi você quem ficou encurralado
Pois até o seu Hitler está errado
Catedrático é assim? Vá estudar.
*
M.C
Não assumo, pois eu não quis falhar
O erro foi somente do teclado
Eu pressionei, mas não foi efetuado
Não é por isso que vou me atrapalhar.
Você tenta, mas não pode concertar
Quer saber tudo, mas não sabe nada
Rima rara, coroada e interpolada
Alternada, esdrúxula e aguda
Comigo aqui ou esse seu calabreio muda
Ou você vai ficar roxo de lapada.
*
D.M
Você nunca passou de uma charada
Um poeta obscuro e problemático
Rasga o verbo em dizer que é catedrático
Mas não faz uma estrofe lapidada
Admita o seu estro é uma piada
Excremento que não serve de estrume
Lamentável o seu péssimo mau costume
De ver erros em tudo o que faço
Mas sozinho não sabe dar um passo
Porque erra e o seu erro não assume.
*
M.C
Sua estrofe fede mais do que estrume
Quer corrigir na maior cara de pau
Mas caro amigo você não me leve a mal
Pois não sou eu que erra e nunca assume.
Corrigir estando errado é seu costume
Pois não entende e ainda não tem ética
Reclama sempre do estro e da poética
Mas sempre fica por baixo nesse clima
Vá estudar estrofação com rima
Pois não dá mais pra aturar a sua métrica.
*
D.M
Você sempre se enrola na fonética
Sua métrica é perfeita pra soneto
Nem com reza, macumba ou amuleto.
Sua estrofe deixa de ser patética
Acho cúmulo você falar em ética
Se não sabe o que isso significa
O que já foi postado dá a dica
Que eu tentei te avisar, mas foi em vão.
Cale a boca ou agüente essa pressão
Que ao contrário você só se complica.
*
M.C
Sei que seu corpo está com tremelica
Que de medo se morre passa perto
Quanto mais você pensa que está certo
Mais errada é que essa sua estrofe fica.
Já cansei de ajudar e de dar dica
É muito feio quem canta sem saber
E mais feio ainda é nunca reconhecer
Que é limitado e que às vezes é falho
O que mais nesse mundo dá trabalho
É ensinar a quem jamais vai aprender.
*

Fim.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Quarta parte do meu desafio com Manoel Cavalcante...


*
D.M
Abra o olho meu rapaz
Que o estilo mudou
Nos outros, você errou
Não mostrou como se faz
Se pensas que vai ter paz
Está muito enganado
Esse seu verso quadrado
Nem de longe me assusta
Tire essa saia justa
Que eu estou afinado.
*
M.C
Você diz "Que eu estou afinado"
Afinado de finura
Estude, tenha cultura
Você canta muito errado.
Eu já tenho te ensinado
Toda a métrica correta
Você parece um pateta
Que escreve errado e repete.
Escreva os versos com sete
Para tentar ser um poeta.
*
D.M
Fez a estrofe incompleta
Começando em martelo
Já vi que nesse duelo
Você vai virar atleta
Não atinge a sua meta
Mas se acha campeão
Se prestasse atenção
No que tenho ensinado
Dizia muito obrigado
Em vez de má criação.
*
 M.C
Muito obrigado patrão
Por ser um cantador ruim
Porque você sendo assim
Não precisa esforço não.
Com você não há lição
E nem comigo alisado
Eu posso ser mal criado
Mas no que crio jamais erro
Não venha mais que eu te ferro
E prove que eu cantei errado.
*
D.M
Você só versa travado
Erra até em sextilha
Em toda estrofe se humilha
E pensa ser exaltado
Não passa de um coitado
Um poeta made in trova
Entre a safra e a desova
A segunda é seu lugar
Deixe logo de cantar
Senão vai morrer na sova
*
M.C
Ivanildo Vila Nova
Com o Louro do pajeú
Nem mesmo Manoel Xudu
Mesmo descendo da cova,
Pode vencer minha trova;
O meu verso; a minha rima
Se Deus mudar o seu clima
Te fizer um repentista
Que você não perca a vista
Pra me ver montado em cima.
*
D.M
Só quem não tem auto-estima
Quer cantar com um defunto
Arrume um outro assunto
Por favor, não se deprima.
Você pode até ter ima
Mas talento eu lamento
Se não der pro seu sustento
Deixe os defuntos em paz
Aprenda como se faz
Senão eu te arrebento.
*
M.C
Você não sabe um por cento
Do que eu já sei na poesia
Estude, me alcançe um dia
Pois ganho a todo momento
Sobre o concílio de Trento
Sobre a queda da bastilha
E nem o que é tordesilha
Você não viu na sua escola
Vá para as ruas, peça esmola
Pois assim você se humilha.
*
D.M
Nem pra fechar a braguilha
De um poeta você serve
O seu verso não tem verve
Sua estrofe não brilha
Só canta botando pilha
Faz errado e repetido
Você pode ser sabido
Mas bom poeta eu lamento
Confesso que não agüento
Ouvir mais o seu moído.
*
M.C
No saber está perdido
Você só canta besteira
Me acompanhe na carreira
Se você for destemido.
Das coisas que eu tenho lido,
Minha mente sempre emana
Estude a "Pax romana"
Do império de Otávio Augusto
Já faço medo e dou susto
Na tríade parnasiana.
*
D.M
A quem pensa que engana
Poeta de enciclopédia
Se somar a sua média
Dar um verso por semana.
Tu és um besta fubana
Intelectual do cais
Erre menos, cante mais.
Leia o que já escreveu
Ou será que esqueceu
De tantos erros banais?
*
M.C
Lendo revistas, jornais
Escolho, canto o que quero
Desde o inêndio de Nero
À prisão de Barrabás
Lá nos períodos feudais
Quem mandou foi a Igreja.
E se você ainda almeja
Me ultrapassar cantando
É melhor ir estudando
Se não seu lombo lateja.
*
D.M
Estou vendo que a peleja
Começou a incomodar
Falta você me explicar
Como é que você deseja.
Releia tudo e veja
Quem foi que chamou pra briga
Leia mesmo, depois diga.
Quem atropelou a métrica
Qual de nós faltou com ética
Causando toda essa intriga
*
M.C
Eu nunca causarei intriga
Apenas canto o que sei
Me desculpe se pequei
Em ter chamado pra briga
Mas, por favor nunca diga
Que minha métrica é errada
Ensinei, não aprendeu nada
Deturpa mais minha imagem
Não tem mais camaradagem
Se apronte, vem mais lapada.
*
D.M
A rima foi copiada
Diga, briga e intriga.
Estou vendo que a fadiga
Deixou a mente travada
Seus erros formam a escada
Da derrota em seu duelo
Eu quero ver em martelo
Ou galope a beira mar
Quem é que vai te salvar
Se em décima está amarelo.
*
M.C
De poesia, fiz um castelo
Sem erro nem sacrifício
Se quiser rima difícil
Vou forçar meu cerebelo.
Amanita, um cogumelo
Que solta ácido amoníaco
Você está hipocondríaco
Porém ainda é sarcástico
O meu poder é dinástico
Você é louco maníaco.
*
D.M
Se eu digo é paradisíaco
Refiro-me a um paraíso
Mas na orgia eu preciso
Falar de quem é orgíaco
Clássico aramaico é siriaco
Elegíaco é um chorão
Se quiser informação
Erre menos não se gabe
Aprenda com quem já sabe
Ou mude de profissão
*
M.C
Eu continuo a lição
Presenciando o seu ópio
Lá nas trompas de falópio
Ocorre a fecundação.
No ovário, a ovululação
No escroto, a espermatogênese
Pesquise sobre Abiogênese
Sobre os resistores ôhmicos
Saiba os erros cromossômicos
Que causa a Amelogênese.
*
Sinto muito poeta, sua deixa não dar pra seguir
Abiogênese
*
D.M
É a origem, veja bem,
Não biológica da vida.
Ôhmica energia contida
E resistência também.
Amelogênese quem tem
Tem falta de vitamina
Raiz esmalte ou resina
Adoece e danifica
A sua deixa complica
Trava o verso e desafina
*
M.C
Não vou sair da rotina
Mas,Existia Biogênese
Origem pra mim é gênese
Punição é guilhotina
Se contiver albumina
Pode até me sustentar
Acho muito feio errar
Acertar é obrigação
Mas nem debaixo do chão
Eu iria me sonegar.
*
D.M
Já que é um exemplar
Acima da perfeição
Que é ovululação?
Poderia me explicar?
É fácil um erro apontar
Nesse caso aponte o seu
Pois foi você que escreveu
Na estrofe anterior
Explique-me, por favor,
Só depois corrija o meu.
*
M.C
Tudo bem, o erro foi meu
Mas não fujo à minha gênese
Seria gametogênese
Aí você não entendeu.
Uma falha que se deu
No meu sistema simpático
Para não ser pragmático
Como um faraó do Egito
Saia ao menos do atrito
Você está muito estático.
*
D.M
Réptil é animal aquático
Ou pessoa desprezível
Daquelas que baixam nível
Se tornando um antipático
O aluado é lunático
Que pode ou não ser de lua
Furadeira a mão é pua
E espora em galo de rinha
Muito volúvel é galinha
Mulher galinha é perua.
*
M.C
Meu repente não recua
Para mostrar que sou bom
Do pâncreas sai glucagon
Quem finge se insinua
- Se liga qualé a tua
Não cosse seu epitélio
Não venha com seu gás hélio
Que eu não tenho permease
Nunca se queixe da fase
Force bem seu mesotélio.
*
D.M
Peleja ou combate é prélio
Psélio é adorno persa
Entendimento é conversa
Goma resina é bdélio
Ser celestial é célio
Sessenta minutos, hora.
Natureza é fauna e flora
Falar difícil embromar
O seu jeito de cantar
Faz a platéia ir embora.
*
M.C
Você só vai na espora
Com chinela ou alpargata
No chicote, na chibata
Pra vê se você melhora
A minha mente ignora
Repentista do seu tope
Não conseguirei ibope
Com você entrando em cena
A sua cela é pequena
Pra aguentar meu galope.