quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A lenda do peixinho vermelho




*
Conta à lenda que existia
Em meio a um grande pomar.
Um fabuloso jardim ,
Com flores perfumando o ar
E ao centro um lago moldado
Com ladrilho adornado
Azul turquesa a reinar!
*
Alimentando o lugar
Um diminuto canal
De pedra que escoava
Por uma grade de metal
E ao final desembocava
Do outro lado e decantava
No lago artificial!
*
Naquele lindo termal
Vivia a comunidade
De peixes refestelando-se
Nédios da comodidade.
Por entre as locas viviam
E despreocupados comiam
Propícios à obesidade!
*
Em meio à diversidade
Do lindo lago azulado.
Havia um peixe vermelho
Que era menosprezado
Por todos e não comia
Porque nunca conseguia
Pegar o alimento jogado!
*
Gorduchos e esfomeados
Arrebatavam a comida
E os lugares consagrados
Para descanso e guarida.
E vermelhinho que sofresse
Se escondesse ou corresse
Senão pagava com a vida!
*1*
Não encontrando acolhida
No vastíssimo lugar.
Dispunha de tempo livre
Pra o lazer e estudar.
O lago e o aguadouro
E a grade do escoadouro
Não tardou ele a encontrar!
*
Ao vê a água a escoar
Pela estreita cavidade.
A frente do imprevisível
Viu a oportunidade
De ir contra a correnteza
E devido a sua magreza
Passar na tela da grade!
*
Mesmo com dificuldade
Ensaiou com atenção.
Perdeu diversas escamas,
Nas tentativas em vão.
Mas por não ser pessimista
Ele avançou otimista
E passou com precisão!
*
Do outro lado a visão
Deixou Vermelho encantado.
Paisagens ricas em flores,
Sol brilhante em tons dourado.
Boquiaberto e igual criança
Embriagado de esperança
Seguiu nadando apressado!
*
Pelo reguinho apertado
Viu aves no céu voando.
Animais de toda espécie
Todos parabenizando.
E desejando boa sorte
Por achar seu rumo norte...
E vermelho sempre nadando!
*
Foi nadando e desbravando
E admirando o roteiro.
Fez vários amigos novos
De passagem e verdadeiro.
E ao final do desafio
Alcançou o grande rio
Depois de um despenhadeiro!
*2*
Viu as margens o tempo inteiro,
Árvores, homens, animais,
Pontes, palácios, cabanas,
Edifícios colossais...
E por vir da dificuldade
Não perdeu a humildade
E as levezas naturais!
*
Viu telas quase iguais
As do lago azul turquesa.
De canais desembocando
No rio, e viu a beleza
Multiplicada e suprema
Dos peixes na piracema
Subindo na correnteza!
*
Deparou-se com a grandeza
Do oceano e ao ver o mar.
Viu também uma baleia
E foi pra perto lhe estudar.
Então tirou a conclusão
Que a água do lago azul não
Dava nem pra ela lanchar!
*
Foi tão perto para olhar
De tão, tão impressionado.
Que a baleia lhe engoliu
Com o plâncton que era tragado
Por ela na refeição.
E vermelho na escuridão
Viu seu tempo confinado!
*
Reconheceu ter errado
E em apuros orou
Ao Deus de todos os peixes
Que o ouviu e o libertou
E o gigante animal
Deu um soluço brutal
E vermelhinho se salvou!
*
Para o mar ele voltou
E o pequeno viajante
Agradecido e feliz
Procurou dali por diante
Companhias mais simpáticas
Pra evitar as problemáticas
E o perigo constante!
*3*
Viu que o mundo era inconstante
E de infinitas riquezas.
E encontrou estrelas moveis
Plantas que parecem acesas.
Animais lindos e estranhos,
De variáveis tamanhos,
Encima e nas profundezas!
*
Flores de raras belezas
No fundo do oceano.
Peixinhos estudiosos
Como ele, e sem engano,
Parecidos, quase igual...
E no palácio de coral
Feliz, calmo e “soberano”
*
Soube também que no ano
Que a seca se apoderar
Dos lugares como o lago
Azul, seu antigo lar.
As águas de outra altitude
Continuariam amiúde
A correr de encontro ao mar!
*
Vermelho ficou a pensar
E chegou a conclusão.
Que aqueles com quem viveu
Morriam com a sequidão.
E ficou a se indagar
Se devia ou não regressar
Com a valiosa informação!
*
Tomado de compaixão,
Vermelho não hesitou.
Fortalecido com o grupo
De amigos que o apoiou.
Pegou o caminho de volta,
A principio com escolta
E depois sozinho ficou!
*
Saiu do mar e adentrou
No rio e depois regato.
Riacho, córrego até o
Canal no meio ao mato.
Que levava ao antigo lar,
Feliz por poder levar
As verdades sobre um fato!
*4*
E logo no primeiro ato
Por ser esbelto e treinado.
Varou a grade e pulou
Caiu no lago azulado.
Pensando que iam vibrar
Ao vê-lo ao lar retornar,
Mas ficou decepcionado!
*
Ao ver que o mesmo estado
Ocioso que deixou.
Não tinha mudado em nada
E sim, ele piorou.
Pois estavam tão pesados
Dorminhocos, repimpados...
E nem viram que ele voltou!
*
O vermelhinho gritou!
Nos lamaçais entre as locas.
Mas nem se deram ao trabalho
De sair das suas tocas.
Ou dos seus ninhos lamacentos,
Limitavam os movimentos
Pra comer, larvas, minhocas...
*
O vermelhinho se choca
Com a dura realidade.
Ao ver que ninguém sentiu
Sua falta ou teve saudade.
Cabisbaixo procurou
O rei das guelras e contou
Da aventura e a novidade!
*
Entorpecido a majestade
E com mania de grandeza.
Reuniu todos os peixes
E permitiu com avareza.
Que se explicasse o mensageiro,
Se possível bem ligeiro
Pra não gastar-lhe a beleza!
*
Vermelhinho com clareza,
Mas sentindo-se desprezado.
Contou com ênfase que havia
Um mundo a ser explorado
Com água em exuberância
E que era a insignificância
O lago azul limitado
*5*
E que com o tempo estiado
O lago ia secar.
E todos iam morrer
Sem o que se alimentar.
E no outro mundo glorioso
O liquido tão precioso
Jamais ia se acabar!
*
Que além daquele lugar
Do escoadouro pra fora.
Desdobravam-se outras vidas
Rios, córregos, fauna, flora...
E por fim chegando ao mar
Nem dava pra calcular,
Lá é que a vida vigora!
*
Disse que tinha lá fora
Salmões, trutas e esqualos.
Os peixes lua e coelho
E também os peixes galos.
Homens, cidades, jardins...
E astros brilham nos confins
Dos céus, para iluminá-los!
*
Pensando em ajuda-los
Vermelho se ofereceu
Levar todos ao palácio
De Coral, onde viveu.
Com ênfase expôs a verdade
Mas disse: essa liberdade
Tinha um preço, e, descreveu!
*
Todos assim como eu
Precisam emagrecer.
-Tentou falar da aventura...
E quase chega a ensurdecer.
Com a gargalhada estridente
Dos peixes simultaneamente,
E não teve um só pra crer!
*
Sequer tentaram entender
E os oradores tomaram
A palavra do vermelho
Solenemente afirmaram
Que na magreza que ele estava
Adoeceu e delirava...
Francamente, balbuciavam!
*6*
O mundo era onde eles estavam
Outro, jamais existia.
Riachos, rios e mares...
É delírio, fantasia.
-Deus dos peixes simplesmente
Pensa em nós unicamente
O lago é nossa moradia!
*
Com todos por companhia
Pra ironizar vermelhinho.
Mostrou a grade e falou
Não vês que esse buraquinho
Não cabe uma só barbatana
Do rei, pensa que me engana?
Some daqui seu tolinho!
*
Volte, mas volte sozinho,
Some peixinho perverso...
Não perturbe o bem-estar
O lago é o centro do universo.
Nossa vida é triunfal,
Ninguém possui nada igual,
Tome o seu caminho inverso!
*
E a golpes fortes dispersos
O sarcástico rei o expulsou.
E o caminho da vida
Vermelhinho realizou.
E dessa vez mais veloz,
Pois do lago até a foz
O caminho pouco mudou!
*
Mesmo assim observou
Que muito tinha mudado.
A paisagem já era outra
Diferente do passado.
Pedras fora do lugar,
Difícil até pra passar
Com o leito interditado!
*
Tronco de árvore atravessado
De um lado a outro do rio.
A água estava mais turva
Era um grande desafio.
Enxergar com precisão
Sem errar a direção,
Mas vermelho era arredio!
*7*
Os peixes estavam no cio
Todos contra a correnteza.
Na época da piracema,
Meu Deus é tanta beleza!
E os meus amigos de infância,
Por vaidade e ganância
Em água limitada e presa!
*
E nadando com destreza
Continuou velhinho.
Cumprimentando a todos
Que encontrava no caminho.
Feliz por ter retornado
E triste em não ter salvado
Os peixes do rei mesquinho!
*
Fez o percurso todinho
E ao Palácio retornou.
Lá encontrou seus amigos
E contou o que passou
E no Palácio do coral
Foi o destino final,
Onde vermelho ficou!
*
O peixe vermelho mostrou
Coragem e honestidade.
Dedicação e estudo
E respeito pela irmandade.
O seu caminho percorrido
É o caminho a ser seguido
Libertação, lealdade...
*
Com a seca e a calamidade
Os peixes viveram um drama.
As águas desceram os níveis,
O lago azul virou lama.
Deu pra vê que a vaidade,
Egoísmo e a desigualdade
Foi o propulsor da trama!
*
Deus ou o destino nos chama
A ouvir um simples conselho.
Mas o nosso egoísmo
Impede de ir ao espelho.
Assim mostra a lenda de

O lago e o peixinho vermelho 

sábado, 27 de agosto de 2016

_________Senhor do Tempo_________

Oh ...Senhor do  Tempo…
que anda devagar e contento,
leva-me a passos mas lento
por cantos que sempre vivi.
permita-me atrasar
extrapolar meus limites
parar os seus pêndulos,
 calar as sua horas,
deixe-me passar…
*
Oh ...Senhor do Tempo
Bendito e precioso
dar-me a tua mão
Para que Eu possa
atravessar...
 Atrancar-me a qualquer porto
acenar  ao  que se vai,
permita-me deixar a tristeza
E colocar esperança em seu lugar,
Senhor...
 queira me abraçar
sem pressa de chegar ao
Meu fim
*
Senhor Tempo !
Permita-me viver um pouco mais
sem temor ao calendário
sem lhe dissuadir,
Espere por mim
Quero dar vida ao imaginário,
imagens ao que compus,
Desejo cobrar da vida
 o que nunca vivi,
*
Oh.. Senhor do Tempo
 que canta as dores
Encanta os amores...
És o sábio e o aprendiz!
Morre e nasce a cada dia
E permanece imortalizado,
És o Bálsamo que alivia,
Cala ,o que está a sufocar,
És o feio é o belo
És o que há de mas sincero...
És o tempo de amar!
Vitória Moura

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Cordel sobre Nossa Senhora Imaculada Conceição



Joaquim e Ana moravam
Na antiga Jerusalém.
E naquele tempo o casal
Que não tinha filhos a quem
Deixasse a sua descendência
Com Deus não estavam bem!
*
Significava também
Que não eram abençoados
Por Deus e assim punidos
E a punição dos culpados
Era ficar sem ter filhos
Para pagar seus “pecados”
*
Joaquim chegou a ser chamado
De indigno um dia ao levar
Oferendas ao seu templo
Por um sacerdote a exaltar
Que um casal sem descendência
Em Israel não devem estar!
*
Depois de ele o humilhar,
Resolveu ir pra o deserto.
Ficou lá quarenta dias
Em jejum, e em campo aberto
E recebeu uma visita
De um Anjo de Deus ao certo!
*
Ao mesmo tempo e bem perto,
Ana sua esposa também
Recebe a visita angélica
De um anjo dizendo Amém!
Deus ouviu as suas preces
E farás o que lhes convém!
*
Por seres servos do bem
E viverdes em penitência
Darás a luz a uma filha
Para a sua descendência.
Porás o nome: Maria...
Deus ouviu sua clemência!
*
Aos três anos de vivência
Ao templo Ela foi levada
E foi no templo dos Essênios
Que Ela foi doutrinada
E sem mancha do pecado
Pela mãe foi educada!
*
E na idade adequada
De casar ou contrair
O sagrado matrimônio
Muitos jovens iam vir
E a crença diz que uma vara
De um deles há de florir!
*
E a única a reagir
A que brotou e floresceu
Foi a que José trazia
Que o Espirito Santo desceu
Na forma de uma pomba
E nas flores apareceu!
*
E assim Deus o escolheu
Pra casar com a prometida
E Ele a aceitou sabendo
Que Ela era comprometida
Por votos de castidade
Com Deus por toda a sua vida!
*
Com a cerimônia ungida
O casal fora guiado
Por seus guardiões angélicos
Pra o lar que foi indicado
Perto de Jerusalém
Tudo por Deus planejado!
*
José carpinteiro e  honrado
E de família grandiosa.
Maria era dedicada
Tecelã e caprichosa
Tecia mantas pros pobres
Por ser muito caridosa!
*
Até a túnica famosa
Que na crucificação
Foi rifada entre os soldados
E arrematada em leilão
Fora tecida por ela
Antes da condenação!
*
Maria teve a iniciação
Pra ser mãe do salvador
Através dos nove mistérios
Estratos da terra e odor
E tornou-se consciente
Do tríplice do Criador!
*
A pura e divina flor
No teste que Deus lhe deu
Pra escolher algo assim como
O Rei Salomão escolheu.
Disse: eu não quero nada
Dê para cada “irmão” meu...
*
Ante a pureza do seu
Coração e a perfeição.
É que Maria recebe
De Deus a anunciação
Pelo Anjo Gabriel
Que Deus lhe deu a unção...
*
Serás mãe de um “varão”
Porás nome de: Jesus
Disse-lhe: Ave, cheia de graça
Ser que irradia a luz
O Senhor está contigo...
Não tema o que lhe propus!
*
O Espirito santo reluz
E será tua fortaleza
E a força do altíssimo
Com a sua sombra e leveza
E o ente que habita o seu ventre
É filho de Deus, de grandeza!
*
Não violaras a pureza
Pelos desejos carnais...
E Maria compreendeu
Sua missão entre os mortais.
Diz: Eis a escrava do Senhor
Cumpra-se em mim seus “sinais”
*
E até os dias atuais
Maria passou a ser
O símbolo da pureza
E o padrão por se dizer:
Perfeito a futura mãe
E a devoção pra quer crer!
*
O mundo que pode ver
O amor da mãe do Deus vivo
Desde a sua infância
Até o dia do seu crivo
Crucificação e morte
Sem ter pecado ou motivo...
*
Diversos Padres da Igreja 
Defenderam a Imaculada
Como Santa e benfazeja
Conceição Virgem Maria...
Rogo a ti que nos proteja!
*
Amém e louvada seja...
-No Oriente e no Ocidente
No século quatro na Síria
Em Efrem é evidente
compositor  latente!
*
Compôs hino, comovente,
Dizendo que só Jesus
Cristo e Maria sua mãe
São limpos e cheios de luz
Puros sem mancha ou pecado
Assim descreve e faz jus!
*
Maria também reluz
E no século oito celebravam
A festa litúrgica e
A data em que realizavam
Era a oito de dezembro
E de Imaculada a chamavam!
*
Os católicos afirmavam
E afirmam até hoje em dia
Que Imaculada Conceição,
Nossa Senhora, Maria...
São uma só e a mesma
De Fátima, Lourdes e Iria
*
E Imaculada seria
Devido a sua pureza
Que em latim quer dizer;
Sem mácula macha, impureza...
Do pecado original
Dai tamanha nobreza!
*
Pura e sem avareza,
Humilde de coração...
Simples diante dos homens
E de Deus serva que não
Cometia um só deslize
Carente de confissão!
*
Pra que se cumpra a missão
De ser a mãe do Bendito
Jesus Cristo, lá em Gêneses
Três, quinze, está escrito
Que a santidade do filho
Vem da mãe o veredito!
*
Assim sendo eu acredito
Que para a humanidade
Da época antes de Cristo
Era uma insanidade
Falar ou afirmar que:
Alguém tinha santidade!
*
Até porque a humildade
E simplicidade evidente
Que Maria sempre teve
E que deixava transparente.
Era o oposto a grandeza
Terrena pra muita gente!
*
Quatro doutrinas somente
Reconhecem à Conceição
Pela Igreja e os (Dogmas)
E as demais outras não
Os quatro dogmas declarados
Pela Igreja, que são:
*
Mãe de Deus e Assunção,
Conceição, Imaculada
A Virgindade Perpetua
Que no “mundo” é venerada
E de onde vários títulos surgiram?
Da aparição declarada!
*
Fatima é relacionada
Aonde Virgem apareceu
E assim sucessivamente
Como quem viu descreveu
Com provas mais que evidentes
E a igreja estabeleceu!
*
Nomes que também se deu
A virgem em da Conceição
Relaciona a sentimentos
Objetos e emoção.
Como: das Dores, Rosário...
Mais de mil e cem estão
*
Sempre aumenta a devoção
A Virgem Santa Maria...
E o povo expressa a sua fé
Em procissão, romaria,
Missa, terço, novenário,
Caminhada e montaria!
*
Apesar de hoje em dia
Ter tanta religião.
Disputando palmo a palmo
Batizado, ateu, pagão...
A fé e a crença em Maria
Sempre arrasta multidão!
*
Cá em nossa região
A Santa veio aportar
Na Cidade Pau dos Ferros
No Alto Oeste Potiguar
Mas foram cem anos antes
Da vila se emancipar!
*
Mobilização popular
A pedido de um senhor
De nome: Francisco Marçal
Pioneiro e organizador.
E com apoio do povo
Deu-se inicio ao labor!
*
Este Homem foi propulsor
Deste templo de Maria...
Mil setecentos e trinta e oito
A Capela se inicia.
Mil sete centos e cinquenta e seis
De Igreja à Matriz passaria!
*
Mas voltamos a Maria
Imaculada Conceição...
Com suas graças e milagres
Quase sem explicação.
E o seu fenômeno crescente
Que sempre atrai multidão!
*
A ciência tenta em vão,
Mais não consegue explicar.
Os céticos levantam falsos,
Pra tentar lhe incriminar.
Mas a fé dos seus fieis
Ninguém consegue abalar!
*
A fé que pode curar,
A alma e o coração...
A graça que vem de graça,
Trazendo paz e unção...
Toca o mundo que nos toca
Através da oração...
*
Devotos aqui estão
A orar em seu louvor
Mais que santa, pura e casta
Imaculada é o amor
A trindade Pai e Filho
O Espirito do Senhor!
*


Fim.