segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vivendo e aprendendo. Autor: Damião Metamorfose.

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Desde o dia em que nasci
E por meu nome eu atendo.
Em todos os cantos que ando
Digo ou ouço alguém dizendo
Que pra quem estuda ou cola,
A vida é uma escola
E é vivendo e aprendendo!
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A cada dia eu aprendo
E ensino se for preciso.
E mesmo assim continuo
Vendo que no prejuízo,
É que a gente aprende mais...
E que os amigos leais
Só vem na hora do riso!
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Aprendi que ter juízo
É a melhor matemática.
Quem tem juízo não erra,
E se errar? Muda de tática.
Que o certo nasce do errado
E o erro é o aprendizado,
Quem erra acerta na pratica!
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Vi que o que tem na gramática
É o moderno do passado
E que um bom dicionário
Só serve se for usado.
E esses dois em parceria
Facilitam o dia-a-dia
Do idioma escrito e falado!
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Nesse meu aprendizado
Eu descobri que amar
A mais de uma pessoa
Quando as duas se encontrar.
E descobrirem a traição.
Acaba amor e paixão
E a tendência é odiar!
*
Que um cego pode enxergar
Pela janela da mente.
E tropeçar muito menos
Que quem vê nitidamente.
Um cego não guia um cego,
Mas tem cabeça de prego.
Que é cego burro e demente!
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Aprendi que um passo a frente,
Não quer dizer avançar.
Que por questão de estratégia
Um passo a frente é parar,
Recuar, retroceder,
Para ganhar tempo e ter
Tempo pra recomeçar!
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Vi que quem sabe esperar,
Não reclama nem blasfema.
Que um corpo e uma mente sã
Sanam qualquer um problema.
E se o mar for seu desafio,
Transforma o seu mar num rio,
Pega um barco a reme e rema!
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Aprendi que um poema
É um estilo de poesia
Diferente de um Cordel
Que é perfeito em simetria.
Mas se for bem lapidado
Serve pra ser musicado
Seja em qualquer melodia!
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Vi que a noite mata o dia,
Todo dia ao anoitecer.
E depois a noite morre
Pra o dia poder nascer.
Noite, dia, alvorada,
Tarde ou alta madrugada
São partes do amanhecer!
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E que a medida do ter,
É a medida incalculável.
Que o pouco com Deus é muito,
É uma máxima variável.
E o escravo do dinheiro,
Além de prisioneiro
É egoísta e miserável!
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Descobri que ser amável
E humilde de coração.
É cacimba que não seca,
Enche a cada boa ação.
E o fel da vida adocica,
Se a soma se multiplica
Quando se divide o pão!
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Vi que a forma de perdão
Mais difícil de se dar.
Não é perdoar o outro,
É a de se perdoar.
Pois quem se sente culpado,
Mil vezes é perdoado,
Mas insiste em se culpar!
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Que não se deve lutar
Usando uma arma errada.
Se o alvo pede um torpedo
Não deve usar uma espada.
Se é espada com certeza
Não serve a faca de mesa,
Que é derrota antecipada!
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Nunca se sobe uma escada
Usando a forma invertida.
Comece usando o primeiro
Degrau, que é a subida.
Mas cuidado com a queda,
Que um dos lados da moeda
Pode ser causa perdida!
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A grande lição de vida,
Não se sabe de onde vem.
Pode ser de uma criança
Jovem ou ancião também.
E se a lição não vier?
Crie uma se puder,
Se não puder, fique sem!
*
Aprendi que no além
Não é muito diferente
Da rotina aqui da terra.
Mas sem a boa semente...
Não se tem boa colheita
E a morte que nos espreita
É nascer eternamente!
*
Quando uma pessoa mente
Mesmo em legitima defesa.
Impede que a verdade
Venha à tona? Com certeza.
Pois história mal contada
Deixa a vida complicada.
Mentir demonstra fraqueza!
*
Sei que o predador e a presa,
Não podem se descuidar.
Pois se um não quer ser vitima,
O outro quer vitimar.
Nesse defende e ataca,
Por instinto ou carne fraca,
A cobra aprende a voar!
*
Aprendi que reciclar
Tudo o que é reciclável.
É a forma inteligente
Coerente e mais viável
Para que o planeta e mundo
Aguentem o impacto profundo
E tenha um clima estável!
*
Vi que a coisa mais durável,
É a que menos usamos.
E que o vaso ruim não quebra,
É errado, mas falamos.
E as pessoas que nos amam,
Que se doam e não reclamam
Nem sempre são as que amamos!
*
Dizer: pior do que estamos,
É impossível ficar.
É desconhecer que o tempo
Passa e não sabe voltar.
E com o peso da idade
Descobre-se na verdade
Que a tendência é piorar!
*
Vi que é preciso acordar
Feliz, porque o novo dia
Morre com hora marcada...
E aprendi que é ousadia
Dizer que alguém vai ler
Esse cordel e dizer
Que é pura filosofia!
*
Descobri que a poesia
Aflora o choro e o riso.
Machuca e acalenta,
Informa e serve de aviso.
Atravessa os continentes,
O tempo em tempo preciso!
*
Fim.





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